O volume financeiro girou em torno de R$ 966 milhões, distribuído em 1.177 operações ao longo do dia. Na prática, isso representa um avanço de 69% sobre o recorde anterior e indica que o interesse pelo metal precioso não ficou restrito a apostas pontuais de investidores institucionais, mas se espalhou por diferentes perfis de investidores.
Negociado na B3 sob a sigla GLD, o contrato futuro de ouro permite que o investidor se posicione sobre a variação do preço do metal sem a necessidade de manter a commodity em custódia. O contrato também é usado como instrumento de hedge, termo do mercado financeiro que define uma proteção contra oscilações de preços. Na prática, investidores recorrem ao futuro de ouro para reduzir perdas em momentos de incerteza, compensando possíveis quedas em outros ativos com a valorização do metal.
O recorde ocorre em um momento em que investidores buscam alternativas além da renda fixa tradicional e do mercado à vista de ações. Para a Bolsa brasileira, o salto na liquidez sinaliza um estágio mais avançado de maturidade do mercado de derivativos, com maior participação do varejo e uso mais sofisticado desses instrumentos na gestão de portfólio.