FIDC é um fundo de investimento que aplica recursos em direitos creditórios. (Foto: Adobe Stock)
A gestora de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) Solis Investimentos encerrou 2025 com captações líquidas de R$ 1,39 bilhão, em linha com os resultados totais do segmento, que foi um dos destaques da indústria de fundos no ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a captação líquida dos FIDCs chegou a R$ 57,6 bilhões em 2025.
De acordo com a Solis, entre seus FIDCs, o principal destaque foi o Solis Pioneiro, o primeiro voltado a investidores de varejo, segundo a empresa, com captação líquida superior a R$ 500 milhões no ano e rentabilidade de 110,55% do CDI.
O fundo foi lançado em 2024 e, em 2025, o número de cotistas subiu de 2,25 mil para 11,18 mil. Na seara da rentabilidade, porém, se sobressaiu foi o Solis Capital Antares, com retorno de 114,96% do CDI. A gestora tem R$ 28 bilhões sob gestão.
“Nossos resultados de captação em 2025 refletem o amadurecimento do mercado de FIDCs e a consolidação da Solis como referência na área. O ambiente de juros altos não afetou nosso negócio negativamente; pelo contrário, ajudou com que mais empresas buscassem FIDCs como alternativa de funding em momento de crédito bancário restritivo, contribuindo para maior diversificação dos ativos-lastros”, disse Ricardo Binelli, sócio-diretor da Solis. A gestora Patria Investimentos comprou 51% da Solis em novembro de 2025.
FIDCs são usados como formas de financiamentos corporativos. Empresas que têm créditos a receber de clientes os colocam em fundos e captam recursos de maneira antecipada com investidores, que aplicam nesses papéis. Para 2026, uma possível queda da taxa Selic deve ajudara reduzir a inadimplência, o que é bom para o mercado de crédito e para os FIDCs, segundo a Solis.
“Aprendemos a trabalhar nesse nível de juros [altos]. A redução da Selic será vantajosa, mas não é um requisito para a continuidade dos bons resultados da nossa categoria, que se beneficia de baixa volatilidade e alta rentabilidade relativa para atrair o investidor”, afirmou Delano Macêdo, sócio-diretor da Solis responsável pela área de estruturação e originação de FIDCs.