

Com a perspectiva de queda dos preços do petróleo, o Goldman Sachs rebaixou a recomendação das petroleiras juniores, Prio (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3), para Neutra e Sell (equivalente a venda), respectivamente.
Segundo relatório do banco, riscos de médio prazo para os preços do petróleo estão inclinados para baixo dada a alta capacidade ociosa e a possível escalada de tarifas que poderia, em última análise, prejudicar a demanda pela commodity.
“Em um cenário de baixa para os preços do petróleo, permanecemos seletivos e definimos nossa preferência por ações que possam trazer um rendimento de dividendos atrativo com risco limitado, como por exemplo a Petrobras (PETR4). Ou papéis que tenham uma forte visibilidade de crescimento em 2025, como a Vista Energy, que está posicionada para aumentar a produção já no segundo semestre”, disse os analistas Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Guilherme Bosso.
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No caso da Prio, segundo os analistas, apesar de apresentar um fluxo de caixa atraente no curto prazo, a incerteza em relação ao início da produção do projeto do Campo de Wahoo, na Bacia de Campos, explica o rebaixamento da recomendação.
“Reconhecemos que o início da produção de Wahoo permanece incerto, especialmente se levarmos em consideração os riscos de atrasos adicionais na emissão da licença pelo Ibama, que continua operando de forma relativamente mais lenta do que o usual”, afirmou o relatório. “Apesar do acordo com o governo no ano passado, o que pode implicar riscos potenciais de mais atrasos na emissão da licença de instalação do Wahoo.”
O Goldman Sachs tem preço alvo de R$ 47,60 para a ação da Prio, o que representa um potencial de valorização de 19% no comparativo com o fechamento do dia anterior.
No caso da Brava Energia, o banco ressaltou que a companhia é uma das mais expostas ao preço do barril de petróleo e por ter um perfil menos atrativo de fluxo de caixa entre seus pares em neste ano e em 2026.
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“Embora reconheçamos uma alta potencial com as sinergias derivadas da fusão e também vejamos méritos no plano de gestão de desinvestir ativos em terra, acreditamos que pelo menos parte desse potencial já esteja precificado”, diz o relatório.
Para a Brava, o Goldman Sachs tem preço-alvo de R$ 20,60, o que representa um potencial de desvalorização de 11,60% em relação ao último fechamento.