Essa reação, porém, não freou as iniciativas da própria companhia para reforçar sua percepção de valor no mercado. A Hapvida informou ter concluído a recompra de 20 milhões de ações ordinárias dentro do programa já vigente. Paralelamente, o controlador PPAR Pinheiro Participações e Investimentos, ao lado de integrantes do bloco de controle, também aumentou sua participação, passando a deter 196,8 milhões de papéis ON, volume equivalente a 41,43% do capital social.
Em comunicado, a empresa justificou o movimento. Segundo a administração, as compras refletem “a convicção de que a recente reação do mercado aos resultados do terceiro trimestre de 2025 não reflete os fundamentos da companhia e suas perspectivas de longo prazo”. Em outras palavras, a direção e os controladores entendem que a forte venda vista após o balanço levou o papel a preços considerados desconectados da realidade operacional.
A companhia também reforçou que vem usando o programa de recompra “de forma disciplinada”, avaliando que os preços atuais representam “oportunidade atrativa de alocação de capital e um eficiente instrumento de criação de valor para os acionistas”. A recompra, portanto, aparece não apenas como defesa reputacional, mas como estratégia deliberada para demonstrar confiança no negócio.
No mesmo comunicado, a Hapvida destacou ainda que a iniciativa está alinhada à “crença inegociável da família no propósito da companhia”, à visão de longo prazo e ao compromisso dos controladores em continuar alocando recursos próprios no negócio. A mensagem buscou transmitir estabilidade e firmeza num momento de forte volatilidade.