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Ibovespa hoje: índice abre em alta atento ao IPCA; veja 4 destaques do mercado antes de investir

Os rumos da reforma tributária devem ser definidos em votação na Câmara nesta quarta-feira

Ibovespa hoje: índice abre em alta atento ao IPCA; veja 4 destaques do mercado antes de investir
Ibovespa, o principal índice da B3. (Foto: Adobe Stock)

O Ibovespa hoje abriu em alta de 0,35%, aos 127.553 pontos nesta quarta-feira (10). A abertura de negócios ocorre de olho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho e no início da votação do projeto de regulamentação da reforma tributária pela Câmara.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou há pouco que o IPCA de junho registrou alta de 0,21%, ante avanço de 0,46% em maio. O resultado veio bem abaixo da mediana prevista (0,32%) e do piso das projeções (entre 0,27% e 0,38%) feitas por analistas. Com o resultado, o IPCA acumulado de 12 meses ficou em 4,23%.

Ainda na agenda local, os rumos da reforma tributária devem movimentar o principal índice da B3Nesta quarta-feira, deve ser discutido o tamanho do impacto da isenção das carnes na alíquota geral do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). É esse impacto que vai embasar a decisão dos líderes partidários quanto à isenção ou não das carnes no relatório da regulamentação.

No exterior, as atenções se voltam para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, na Câmara dos Representantes, e das diretoras Michelle Bowman e Lisa Cook, além do presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee. Confira aqui a agenda econômica desta quarta-feira.

Confira os 4 destaques desta quarta-feira

Noticiário corporativo

A Vale (VALE3) deve ficar no radar dos investidores após negar qualquer definição pelo Conselho de Administração (CA) sobre a lista de candidatos para assumir o comando da empresa a partir de 2025 e reafirmar que as ações de competência do Conselho continuam em execução. A informação foi dada em resposta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca de notícias que circularam na terça-feira (9). Veja detalhes nesta matéria.

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Enquanto isso, o acordo entre Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) segue sem definições. A Gol reafirmou que o Grupo Abra, seu maior credor garantido, está em discussões com a Azul para explorar potenciais oportunidades relacionadas à companhia, mas que o processo competitivo ainda não foi iniciado e tampouco há negociação com a intenção de concluir uma transação. Saiba mais informações nesta matéria.

  • Confira aqui a agenda corporativa desta quarta-feira

Bolsas internacionais

A calmaria predomina no exterior, com as bolsas europeias mostrando mais fôlego que os futuros de Nova York, enquanto os juros dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) recuam e há pouco renovavam mínimas, e o dólar tem sinais mistos ante outras moedas antes do testemunho de Powell.

As bolsas da Europa tentam se recuperar das perdas da véspera diante da difícil situação política na França, após a votação nas eleições legislativas do fim de semana não dar maioria absoluta no Parlamento a nenhuma das principais facções políticas.

Na China, as bolsas recuaram após o índice de preços ao consumidor (CPI) subir 0,2% na comparação anual de junho, menos do que o esperado, enquanto os preços aos produtores (PPI) se mantiveram em queda, sinalizando demanda persistentemente fraca, apesar de esforços de Pequim para impulsionar o consumo.

Commodities

Entre as commodities, o petróleo oscila perto da estabilidade, enquanto o minério de ferro fechou em queda de 1,81% na Bolsa de Dalian.

Mercado brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu na terça-feira (9) a redução do déficit público sem comprometer a capacidade de investimento. “Reduzir déficit fiscal sem comprometer a capacidade de investimento público é um compromisso da minha gestão”, disse.

O governo apresentou a senadores na terça-feira (9) uma nova medida de compensação para a desoneração que inclui o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), apurou o Broadcast Político. O aumento de um ponto porcentual na alíquota serviria como um componente para compensar a desoneração não só em 2024, mas até 2027. A sugestão não foi bem recepcionada no Senado, segundo fontes ouvidas pela reportagem.

*Com informações do Broadcast

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