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Tempo Real

Ibovespa fecha acima dos 140 mil pontos pela primeira vez; dólar sobe

Investidores repercutiram dados de inflação do IGP-M em meio à indefinição externa. Veja destaques do dia

Por Camilly Rosaboni e  Beatriz Rocha 

20/05/2025 | 10:20 Atualização: 20/05/2025 | 20:39

Ibovespa é o principal indicador de ações da B3, a Bolsa de Valores brasileira. Veja mais sobre no mercado financeiro hoje (Foto: Adobe Stock)
Ibovespa é o principal indicador de ações da B3, a Bolsa de Valores brasileira. Veja mais sobre no mercado financeiro hoje (Foto: Adobe Stock)

O Ibovespa hoje fechou acima de 140 mil pontos, após ter atingido a sua máxima histórica de 140.243,86 pontos. Nesta terça-feira (20), o índice encerrou em valorização de 0,34% aos 140.109,63 pontos.

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As bolsas de valores internacionais reagiram ao corte de juros da China, que animou boa parte do mercado. Falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também estiveram no radar, na busca por pistas sobre o rumo dos juros dos EUA na próxima reunião, após o rebaixamento do crédito dos Estados Unidos pela Moody’s.

No Brasil, a agenda econômica hoje acompanhou também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura oficial da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, enquanto o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reuniu-se com senadores para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia do BC.

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No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,6693. O índice DXY, que compara a moeda americana com seis pares fortes, registrava baixa de 0,39% ao final da tarde, aos 100,035 pontos.

Ibovespa hoje: os destaques desta terça-feira (20)

Bolsas internacionais reagem a corte de juros na China

Os sinais foram mistos nas Bolsas internacionais nesta terça-feira (20). Na Ásia, os mercados subiram após o Banco Central da China reduzir os juros de referência em 0,1 ponto porcentual, em uma tentativa de estimular a economia afetada pela guerra comercial.

Na semana passada, Pequim e Washington concordaram em suspender a maior parte das tarifas bilaterais por 90 dias – relembre aqui. Além disso, os principais bancos chineses cortaram suas taxas de depósito e o governo anunciou redução nos preços da gasolina e do diesel a partir desta terça-feira. Para a Capital Economics, as reduções feitas pelo Banco do Povo da China (PBoC, pela sigla em inglês) devem ter impacto limitado na economia.

Já o Banco Central da Austrália cortou os juros de 4,10% para 3,85% ao ano. O economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, sugeriu que o BC britânico desacelere o ritmo de cortes na taxa básica, argumentando que a inflação e o crescimento dos salários ainda estão acima da meta.

As Bolsas europeias também encerraram em alta. Os mercados acionários digeriram o acordo entre União Europeia (UE) e Reino Unido, que prevê maiores investimentos em indústrias renováveis. O DAX, de Frankfurt, renovou sua máxima histórica de fechamento, subindo 0,42%, aos 24.036,11 pontos.

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Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,94%, aos 8.781,12 pontos. O CAC 40, de Paris, fechou em alta de 0,75%, aos 7.942,42 pontos. O FTSE MIB, de Milão, avançou 0,89%, aos 40.522,44 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,75%, aos 7.376,68 pontos, na máxima do dia, enquanto o Ibex 35, de Madri, teve alta de 1,59%, aos 14.323,40 pontos.

Em Nova York, por outro lado, os índices terminaram no vermelho. Dow Jones cedeu 0,27%, enquanto Nasdaq e S&P 500 tiveram perdas de X% e X%, respectivamente.

Vale, Petrobras e Gol na agenda corporativa

No mercado brasileiro, os investidores ficaram atentos à Petrobras (PETR3; PETR4). A estatal deu mais um passo para conseguir a licença de operação para o projeto da margem equatorial. A empresa também distribui dividendos nesta terça-feira – saiba mais aqui.

  • Petrobras: projeto polêmico na Amazônia coloca dividendos em risco?

A Vale (VALE3) também deve estar no radar dos investidores nesta sessão. A mineradora concluiu que a aquisição da Bahia Mineração (Bamin), em uma operação de US$ 5,5 bilhões, não seria tão atrativa para os negócios.

Fora do Ibovespa, destaque ainda para Gol (GOLL4), que conseguiu a aprovação do seu Chapter 11 (processo equivalente à recuperação judicial no Brasil) na Justiça dos EUA.

IGP-M: inflação recua na 2ª prévia de maio

No cenário local, as atenções se voltam para a segunda prévia do IGP-M. O indicador recuou 0,32% na segunda prévia de maio, após queda de 0,04% na mesma leitura de abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Houve, nesta leitura, queda mais intensa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (-0,21% para -0,59%) e aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (0,28% para 0,38%). Em contrapartida, houve moderação na alta do Índice Nacional de Custo da Construção (0,54% para 0,33%).

Commodities: petróleo recua, minério avança

O petróleo fechou em queda depois de acumular ganhos nas duas últimas sessões. Os investidores avaliaram riscos ligados a discussões para um cessar-fogo na Ucrânia e negociações nucleares entre EUA e Irã. Os preços da commodity também foram pressionados por persistentes preocupações sobre a demanda após o rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s ofuscar a perspectiva do maior consumidor mundial de energia.

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Ainda entre as commodities hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para setembro de 2025, fechou em alta de 0,28%, cotado a 725 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 100,48.

Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na Bolsa de Valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.

*Com informações de Luciana Xavier e Silvana Rocha, do Broadcast

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