O IPCA-15 reduziu o ritmo de alta de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro, ante mediana de 0,23%, acumulando 4,50% (de mediana em 4,52%) nos últimos 12 meses, exatamente no teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O dado de hoje pode ou não reforçar as projeções de corte da Selic na próxima reunião do Copom. Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro avançou 0,33% ante dezembro, no mesmo ritmo observado no final do ano passado e dentro das expectativas, o que sinalizou a continuidade do processo de desinflação em 2026, ainda que com oscilações no curto prazo. O dado, divulgado em 10 de fevereiro, teve forte impacto nos investimentos ainda que favorável à renda fixa, com destaque para títulos prefixados.
Outro indicadores que ficam no radar dos investidores são os da dívida bruta do governo geral e o da balança comercial.
Nos mercados internacionais, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) será publicado nos EUA. O PPI, um dos principais indicadores econômicos do país. diferente do CPI (inflação ao consumidor), mede a variação média dos preços recebidos pelos produtores nacionais por seus produtos e serviços. Reflete o custo de produção antes de os itens chegarem às lojas.
Nesta quinta-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de 0,13%, aos 191.005,02 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 191.977,51 pontos e a mínima de 188.976,57 pontos. O giro financeiro do principal índice da B3 foi de R$ 29,5 bilhões. O índice lutou para preservar, a princípio, ao menos a linha dos 190 mil pontos na penúltima sessão do mês, em que acumula ganho de 5,32%, na alternância de recordes e correções.
Esse ganho de pouco acima de 5% deve levar o Ibovespa a acumular 18,54% nos dois primeiros meses do ano. A Bolsa está perto de entregar o melhor primeiro bimestre desde 1999. Naquele intervalo, havia emendado um avanço de 20,45% em janeiro com outro também muito forte, de 9,04%, em fevereiro. Com a valorização de janeiro de 2026, de 12,5%, será uma sequência de sete ganhos mensais, iniciada ainda em agosto de 2025 – o que não é visto na B3 desde a longuíssima série deflagrada em abril de 1996, de 16 meses, até julho de 1997.
Nesta quinta (26), a Vale (VALE3) pesou sobre a bolsa brasileira e encerrou o último pregão em queda de 0,84%, a R$ 89,21. Outra ação que causou prejuízos ao Ibovespa foi a Rede D’Or (RDOR3), os papéis sofreram a maior queda, de 4,53% a R$41,55. Apesar das baixas, Marcopolo (POMO4) registrou a maior alta e encerrou em 5,56%, a preço de R$ 7,03.