

O Itaú BBA elevou de US$ 10 para US$ 12 o preço-alvo para as ações da Stone (STOC34), o que implica em potencial de alta de 5,4% em relação a última quinta-feira (3). Para o PagBank (PAGS34), o banco aumentou o preço de US$ 9 para US$ 10, o que leva a um potencial de alta de 17,6% ante o fechamento da véspera. Nos dois casos, a recomendação é “market perform” (expectativa de desempenho em linha com o mercado).
Embora veja perspectivas mais positivas para as duas empresas do que o esperado anteriormente, o Itaú BBA acredita que essas previsões já estão sendo levadas em conta pelo mercado. Além disso, vê uma concorrência maior entre essas companhias e o Mercado Livre (MELI34).
A fintech do Mercado Livre chegou a 7,7% do mercado de maquininhas no final do ano passado, estima o BBA com base em dados de mercado e cálculos dos analistas. A expansão de 1,2 ponto porcentual em relação a 2023 veio tanto da captura de pagamentos dentro das plataformas do Mercado Livre quanto fora dele, de acordo a análise.
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“Dos volumes estimados de processamento pelo Mercado Pago no Brasil, aproximadamente 45% vieram de transações dentro da plataforma, o que corresponde ao volume bruto de vendas do Mercado Livre”, escrevem as equipes lideradas pelo analista Pedro Leduc, de bancos e serviços financeiros, Rodrigo Gastim, de consumo, e Maria Clara Infantozzi, de tecnologia.
Fora do Mercado Livre, o crescimento foi similar, de acordo com os cálculos do BBA, o que mostra o sucesso da estratégia da companhia entre micro, pequenas e médias empresas.
O Itaú BBA calcula que o volume capturado pelo Mercado Pago chegou a cerca de R$ 320 bilhões, alta de 31% em relação ao ano anterior. Nos casos de PagBank e Stone, as rivais listadas em Bolsa, as altas foram também de 31% e de 18%, respectivamente, o que deu a cada empresa fatias de 12,5% do setor. O crescimento da indústria de cartões em 2024 foi de 11%.
Os analistas afirmam que a fintech do Mercado Livre cresceu o negócio de maquininhas não só em volume, mas também em rentabilidade. Eles calculam que a receita da companhia com adquirência soma cerca de 5,3% do volume processado, contra os 3,3% a 3,7% das rivais.
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O que explica essa diferença é a captura de transações dentro do e-commerce do Grupo. Este canal tem uma participação do cartão de crédito maior no mix que outros, o que não só rende comissões mais altas como também alimenta o negócio de antecipação de recebíveis, que é mais rentável que a captura de pagamentos.
“A foto de 2024 mostra uma execução sólida e crescimento de rentabilidade em adquirência. Isto deve levar a um poder de investimento maior para continuar crescendo, tornando o Mercado Pago um competidor ainda mais forte para PagBank e Stone”, diz o BBA.