Ao mesmo tempo, o banco reiterou recomendação outperform (equivalente a compra) para Suzano. O preço-alvo para a ação da empresa subiu de R$ 51 para R$ 56, o que representa um potencial de alta de 26%.
Em relatório, os analistas Daniel Sasson, Marcelo Furlan Palhares, Edgard Pinto de Souza e Barbara Soares destacam que desaceleração da atividade global enfraqueceu a demanda de celulose de mercado no primeiro semestre do ano, enquanto a diminuição dos gargalos logísticos globais e as contínuas adições de capacidade aumentaram a disponibilidade de celulose. Como resultado, os preços da celulose de fibra curta na China caíram cerca de 40% no primeiro semestre (ante os níveis de 2022), chegando ao fundo do poço em maio.
“Esperamos que os preços continuem pressionados no segundo semestre, embora acreditemos que o pior já passou. Em suma, estamos aproveitando para atualizar nossos modelos. Suzano continua sendo nosso nome preferido no setor, mas estamos rebaixando a recomendação da Klabin após o forte desempenho superior no acumulado do ano em 2023”, afirmam.
O time projeta preços da celulose em cerca de US$ 500 a tonelada no segundo semestre (média de cerca de US$ 570 por tonelada em 2023) e em cerca de US$ 550 a tonelada em 2024.
No novo modelo, o banco tem previsão de Ebitda de R$ 17,8 bilhões para a Suzano em 2023, ante previsão anterior de R$ 18,9 bilhões antes), principalmente, devido a menores volumes de celulose e um real mais apreciado.
Para a Klabin, o banco estima Ebitda de R$ 5,9 bilhões em 2023, ante previsão anterior de R$ 7,1 bilhões, principalmente por conta da expectativa de uma receita líquida mais fraca.