Na mesma base, o lucro operacional ajustado caiu 15,4%, para US$ 1,09 bilhão. Segundo o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, o crescimento foi consistente mesmo em um ambiente mais desafiador. “A gente cresceu em todos os negócios. Isso mostra a vitalidade da companhia”, afirmou ao Broadcast Agro.
A principal pressão sobre o resultado da JBS no 4T25 veio do aumento dos custos do gado na América do Norte, em um cenário de oferta restrita, comprimindo margens e limitando o avanço do Ebitda consolidado.
Apesar disso, a companhia manteve forte geração de caixa. O fluxo de caixa livre somou US$ 990 milhões no trimestre, enquanto a alavancagem encerrou em 2,39 vezes dívida líquida/Ebitda, acima de 1,89 vez um ano antes, mas em linha com a meta de longo prazo. A dívida líquida totalizou US$ 16,32 bilhões ao fim de dezembro, alta de 20% em relação aos US$ 13,58 bilhões de um ano antes.
O CFO da companhia, Guilherme Cavalcanti, destacou que cerca de um terço da dívida vence após 2050 e que a empresa tem “praticamente cinco anos sem amortizações relevantes”, o que amplia a flexibilidade para enfrentar cenários de maior volatilidade.
No acumulado do ano, a JBS registrou lucro líquido de US$ 2,02 bilhões, alta de 15% em relação aos US$ 1,77 bilhão de 2024. A receita líquida atingiu US$ 86,18 bilhões em 2025, crescimento de 12% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado somou US$ 6,83 bilhões, queda de 5%, com margem de 7,9%, recuo de 1,4 ponto porcentual.
O lucro por ação avançou 15%, para US$ 1,89, enquanto o retorno sobre patrimônio (ROE) atingiu 25,3% no período. A geração de caixa livre foi de US$ 400 milhões no ano, abaixo dos US$ 2,33 bilhões registrados em 2024, refletindo maior consumo de capital de giro e investimentos.