Por volta das 17h(de Brasília), o retorno da T-note de 2 anos subia a 5,096%. O da T-note de 10 anos avançava a 4,678%, após ter atingido 4,702% na máxima intraday, ultrapassando a marca de 4,7% pela primeira vez desde outubro de 2007. Já o do T-bond de 30 anos marcava alta a 4,775%, depois de ter alcançado 4,818%, maior nível desde abril de 2010.
O acordo no Congresso americano que evitou um shutdown das agências federais locais apoiou a alta dos rendimentos dos títulos hoje, segundo o analista-chefe de Mercados da MCM Markets, Michael Hewson. “Ao mesmo tempo que evita uma crise de confiança nos EUA, o acordo leva o foco de volta à resiliência da economia dos EUA e para a perspectiva de novos aumentos das taxas por parte do”, comentou o especialista.
Hewson destacou ainda as leituras dos índices de gerentes de preços (PMIs) industriais dos EUA mais fortes que o esperado – o que, na sua análise, sugere resiliência da economia americana. As apostas em uma nova alta de juros do Fed na próxima reunião subiram após a publicação dos dados, de acordo com o monitoramento do CME Group, tendendo a dar mais força aos juros dos Treasuries.
Em linha com essa expectativa, a diretora do Fed Michelle Bowman afirmou que considera “apropriado” elevar ainda mais os juros e mantê-los em “nível restritivo por algum tempo”, no que o analista da Oanda Edward Moya chamou de fala hawkish.
Os mercados também acompanharam as falas do vice-presidente para Supervisão do banco central americano, Michael Barr, que afirmou que a questão mais importante neste momento não é se os juros devem subir mais ou não neste ano, mas por quanto tempo terão de seguir em “nível suficientemente restritivo para atingir as metas”. O presidente da instituição, Jerome Powell, também discursou hoje, mas não falou explicitamente sobre perspectivas de juros a curto prazo. Muito antecipada, sua aparição pública acabou sendo um “não evento”, como classificou o analista Moya.