No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,348%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,142%, e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,372%.
O mercado se mostra dividido em relação à possibilidade de o Fed cortar juros em março, mas demonstra convicção mais firme de que o afrouxamento começará em maio, conforme aponta a plataforma do CME Group que monitora o comportamento da curva futura.
A tese de que o relaxamento iniciará só no segundo trimestre ganhou força ao longo desta semana, diante de uma série de indicadores econômicos. Hoje, o índice de preços de gastos com consumo (PCE), métrica inflacionária preferida do Fed, apontou alta de 2,6% na comparação anual de dezembro. Ao mesmo tempo, a renda pessoal e os gastos com consumo avançaram no mês passado.
Neste semana, os yields da renda fixa se recompuseram das perdas da véspera, embora tenham ficado praticamente estáveis no acumulado da semana. Agora, o foco se volta para a decisão do Fed, que deve manter juros na próxima quarta-feira. “Dada a força dos dados econômicos recentes, os Treasuries continuam vulneráveis a vendas adicionais no curto prazo se o presidente da Fed, Jerome Powell, não oferecer apoio adicional”, alerta a Oxford Economics.
Antes do Fed, o BMO Capital Markets prevê ainda uma volatilidade em meio às expectativas para o comunicado de refinanciamento do Tesouro dos EUA, na manhã da quarta-feira. Para o banco, a principal dúvida é se o governo optará por aumentar o tamanho dos leilões de T-Bonds de 30 anos ou se emitirá papéis de mais curto prazo para financiar o déficit. “O processo de precificação nos próximos leilões de refinanciamento será a principal preocupação do mercado ao longo da semana”, afirma.