O cobre para dezembro fechou em queda de 1,11%, a US$ 3,6380 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Às 15h05 (de Brasília), o cobre para três meses também caía 1,03%, a US$ 8.111,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME).
O Julius Baer aponta que as exportações chinesas diminuíram mais fortemente do que o esperado, sinalizando os contínuos obstáculos econômicos decorrentes de um ambiente de demanda global fraca. “Mantemos nossas projeções de crescimento para o país de 5,2% para 2023 e 4,4% para 2024”, diz o banco.
Segundo a Reuters, chefe da associação de mineração do Peru disse que, embora o investimento na mineração de cobre possa demorar para se recuperar no próximo ano, o país andino ainda poderá ver um crescimento na produção do metal se as minas de grande escala não forem afetadas por protestos sociais. Victor Gobitz, presidente da SNMP – a principal associação de mineração do país – afirmou que a produção de 2024 poderá atingir 2,7-2,8 milhões de toneladas métricas, acima dos 2,6-2,7 milhões de toneladas previstos para este ano e dos 2,45 milhões de toneladas atingidos em 2022. “Se operarmos sem conflitos sociais no próximo ano, o cobre deverá registrar uma recuperação em relação a 2022 e 2023”, disse Gobitz.
A produção mineira peruana foi prejudicada por paralisações no início deste ano, durante protestos a nível nacional contra o governo da presidente Dina Boluarte, após a deposição e prisão do seu antecessor, Pedro Castillo. O governo projetou que o investimento cairá 16% este ano e 7% em 2024.
Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio recuava 0,55% no horário citado, a US$ 2.264,50; a do chumbo tinha alta de 0,14%, a US$ 2.196,00; a do níquel desvalorizava 0,50%, a US$ 18.045,00; a do estanho tinha alta de 0,69%, a US$ 24.880,00; e a do zinco operava em alta de 1,05%, a US$ 2.603,00.