O cobre encerrou o pregão em baixa nesta sexta-feira (30), registrando em 2022 sua primeira queda anual em quatro anos, reflexo da valorização do dólar e das crescentes preocupações com uma recessão global a partir de 2023.
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O cobre encerrou o pregão em baixa nesta sexta-feira (30), registrando em 2022 sua primeira queda anual em quatro anos, reflexo da valorização do dólar e das crescentes preocupações com uma recessão global a partir de 2023.
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Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para março caiu 0,35%, a US$ 3,8105 por libra-peso, acumulando 12,90% de perda em 2022, considerando o contrato mais líquido. Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses 0,60% por volta de 15 horas (de Brasília), a US$ 8.379,00.
Analistas ressaltam que a reabertura da China poderá ser beneficia para as commodities, considerando ainda os esforços do governo chinês para estimular o crescimento após a forte desaceleração decorrente da pandemia de covid-19. Entretanto, pesam sobre os negócios as perspectivas pessimistas para a economia global nos próximos meses, que ainda deve sofrer com novas rodadas de aumento de juros pelos principais bancos centrais do planeta. O mercado se divide quando o assunto é a expectativa para a reversão no ciclo de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed), com alguns economistas e investidores apostando em corte de juros no fim de 2023 ou início de 2024.
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Além disso, questões relativas à oferta de metais ficam no radar. Ontem, a Antofagasta informou que o acesso à sua mina de Los Pelambres, no Chile, está bloqueado, afetando o transporte de materiais e pessoal ao local. Segundo a empresa, o bloqueio está sendo feito por um grupo de manifestantes. A produção de cobre no Chile registrou queda anual de 4,7% em novembro de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Entre outros metais negociados na LME sob mesmo vencimento, no horário citado, a tonelada do alumínio caía 1,18%%, a US$ 2.383,00; a do chumbo subia 0,83%, a US$ 2.296,00; a do níquel tinha alta de 0,60%%, a US$ 30.180,00; a do estanho recuava 1,20%, a US$ 24.800,00; e a do zinco tinha alta de 0,07%, a US$ 2.976,00.
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