No pregão eletrônico da Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro tinha baixa de 0,35%%, a US$ 3,5735 a libra-peso, por volta das 14h40 (de Brasília). Já na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 0,93%, a US$ 7.980,00 por tonelada.
Chefe de pesquisa no Julius Baer, Carsten Menke observa que a venda nos mercados de metais industriais prevalece. “Os preços da maioria dos metais caíram entre 1,5% e 5%, levando às perdas totais desde o pico no início de março entre 30% e 40%”, afirma, em relatório. Menke diz ser difícil definir um fator específico que empurre os preços para baixo hoje e nota que o sentimento geral de aversão o risco tende a ser bem limitado nos mercados de metais.
Para ele, isso sugere que as pressões sobre os preços devem estar ligadas a mais preocupações com a desaceleração da economia chinesa, que é de longe a maior consumidora dos metais industriais. Os indicadores econômicos da indústria, publicados recentemente, sugerem uma estabilização do setor, afirma Menke. “Embora pensemos que o governo chinês está tomando as medidas necessárias para um crescimento estável, não esperamos grandes medidas de estímulo intensivo em metais, visando os setores de infraestrutura ou imobiliário”. Além disso, a oferta nos mercados de metais aumentou, diz o analista, com maior produção da China e exportações “bastante resilientes” pela Rússia.
Paralelamente, o líder para pesquisa em metais e mineração na RBC Capital Markets, Tyler Broda, avalia a proposta para reformar a taxa de mineração no Chile como mais negativa do que operadores esperavam. Ao preço do cobre de US$ 3,75 por libra-peso, a alíquota efetiva total passaria de 37% para 43% para um projeto, como o Los Pelambres de Antofagasta, estima. “Embora as taxas básicas de imposto sejam suportáveis aos preços atuais do cobre, o formato das curvas de retorno efetivamente limita a exposição de alta aos preços do cobre”, diz Broda. O economista diz esperar que haja impacto material no potencial rating e nas perspectivas de investimento a longo prazo para a Antofagasta.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio perdia 0,10%, a US$ 2.466,00, a do chumbo subia 1,04%, a US$ 1.950,00; a do níquel avançava 3,40%, a US$ 22.530,00; a do estanho tinha alta de 2,03%, a US$ 26.680,00; a do zinco ganhava 1,74%, a US$ 3.098,00.
*Com informações da Dow Jones Newswires.