No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 149,87 ienes, o euro avançava a US$ 1,0831 e a libra tinha alta a US$ 1,2860. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou baixa de 0,44%, a 104,096 pontos.
O iene teve forte ganho, após o BoJ elevar sua taxa básica de juros, a 0,25%, e sinalizar mais aperto monetário adiante.
Nesse contexto, o DXY já recuava logo cedo. Houve ampliação nas perdas do dólar, após o dado de geração de vagas no setor privado de julho nos EUA da ADP mostrar 122 mil novas vagas, abaixo da previsão de 150 mil dos analistas ouvidos pela FactSet. O dólar ainda ficou mais pressionado, com mínimas diárias, após o índice de custo do emprego nos EUA avançar 0,9% no segundo trimestre, quando analistas previam alta de 1,0%.
O Fed, por sua vez, manteve a política monetária, como esperado. O dólar chegou a ganhar força pontual, mas as perdas foram confirmadas, após o presidente do BC americano, Jerome Powell, apontar que pode haver de fato corte de juros em setembro, caso os dados corroborem a expectativa, embora ele não tenha se comprometido com esse desfecho. Entre analistas, o Commerzbank considerava que o Fed hoje reforçou que haverá de fato corte em setembro, enquanto o ING também concordava com esse desfecho, neste caso prevendo três reduções ao longo deste ano e potencialmente outras em 2025.
Ainda houve tempo para uma redução modesta nas perdas do dólar, após o Irã dizer que pretende atacar Israel, em retaliação após a morte de Ismail Haniyeh, líder do gabinete político do Hamas, em solo iraniano. O próprio Hamas havia prometido resposta severa ao episódio.