O rating “Caa3” representa ativos com características altamente especulativas e com risco de crédito muito elevado. Segundo a agência, o rombo de R$ 20 bilhões indica problemas de governança, como falta de controle e transparência adequados, o que prejudica a credibilidade da administração.
Como as incertezas relacionadas ao nível de endividamento da empresa aumentaram, assim como as dúvidas quanto à sua capacidade de servir essa dívida, o rebaixamento de rating precisou ser efetuado.
A Moody’s acredita que a empresa pode entrar em recuperação judicial dentro de 30 dias a partir do anúncio da tutela cautelar, caso não consiga realizar um acordo com seus credores para assegurar a liquidez. Durante o período de liminar, a agência prevê que a varejista apresente alternativas para melhorar sua estrutura de capital, o que inclui a negociação de um possível aporte de capital de seus acionistas de referência.
Ao rebaixar o rating da Americanas, a Moody’s seguiu os passos da Fitch, que alterou a nota de crédito da empresa na sexta-feira (13), como é possível conferir nesta matéria.