Em relatório, os analistas Ygor Altero e Ruan Argenton destacam que o novo plano está alinhado com os desafios atuais de queima de caixa da Resia. “Em nossa visão, era amplamente esperado que a Resia se concentrasse na venda de seus projetos concluídos e que a redução na produção de novas unidades diminuiria o capex”, escrevem.
A grande surpresa, segundo os profissionais, está na redução significativa e monetização do banco de terrenos, que, se executada, deve ajudar no processo de desalavancagem e indicar a intenção da MRV de focar mais nas operações principais no Brasil, o que veem como positivo.
“Acreditamos que a liquidez dos projetos continua sendo o principal risco de execução. Notavelmente, as estimativas de vendas sugerem um ritmo significativamente mais forte do que a média dos últimos dois anos, o que parece exigente, apesar da melhora gradual das taxas de juros nos EUA”, ressalta a XP.
A corretora diz ainda que não está claro quais regiões operacionais serão mais impactadas pelas reduções do banco de terrenos, embora o foco em projetos mais lucrativos sugira um potencial diminuição da exposição a regiões mais novas com dinâmicas de rendimento sobre o custo pressionadas, como o Texas.