Nubank recebe aprovação inicial do OCC para criar banco nos Estados Unidos. Licença ainda depende de aval do Fed e do FDIC e integra plano de expansão internacional. (Imagem: Adode Stock)
O Nubank informou ter recebido aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda (OCC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para estabelecer um banco nacional nos Estados Unidos. Na prática, o órgão concedeu um primeiro aval para as operações americanas da fintech, que ainda precisa da autorização do banco central dos EUA, o Federal Reserve (Fed) e do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), a agência federal de bancos, para receber a licença bancária integral.
A instituição brasileira havia solicitado autorização para constituir um banco nacional nos EUA pelo modelo de novo, ou seja, criado do zero. Pelo sistema, a companhia costuma enfrentar um período de regulação mais rigoroso nos primeiros anos, enquanto se consolida.
Em nota, o Nubank disse que, quando totalmente aprovada, a licença permitirá que a fintech opere sob uma estrutura federal abrangente, que facilita o lançamento de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais. Durante a fase de organização, o grupo se concentrará em capitalizar a instituição em 12 meses e abrir o banco em até 18 meses, conforme exigido pelos reguladores.
“Embora continuemos totalmente focados em nossos mercados principais no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração bancária nos Estados Unidos”, afirma o CEO da Nu Holdings, David Vélez.
A organização nos EUA será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que está morando no país para comandar o crescimento de longo prazo do banco. O ex-presidente do Banco Central e Vice-Chairman e Chefe Global de Políticas Públicas do Nubank, Roberto Campos Neto, presidirá o Conselho de Administração.
Em dezembro, o Nubank também anunciou que pretende obter uma licença bancária também no Brasil, onde tem permissão para atuar como Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. O objetivo é assegurar conformidade com novas normas do Banco Central, que proíbem o uso de palavras como “bank” no nome caso a instituição não tenha essa licença. Na América Latina, Vélez já declarou que tem olhado mais de perto o país.