Os ETFs se chamam Nu Renda Ibov Smart Dividendos (NDIV11), que pagará dividendos numa base mensal – o primeiro desse tipo no Brasil -, e Nu Ibov Smart Dividendos (NSDV11), que terá os dividendos reinvestidos de forma automática.
O valor mínimo para investir é de R$ 100, o que corresponde a uma cota, e a taxa de administração fica em 0,5% ao ano. A liquidez é de dois dias úteis.
Para o Nubank, o lançamento tem como objetivo ir além da base atual da instituição e assumir a frente na adesão a ETFs no mercado brasileiro, de acordo com Andrés Kikuchi, diretor executivo da gestora dos novos fundos, a Nu Asset Management. “Queremos ser protagonistas neste mercado”, afirma.
Para a B3, o objetivo é consolidar-se como “a principal provedora de índices do Brasil” e “rechear cada vez mais a prateleira”, nas palavras do gerente de Índices da B3, Henio Scheidt.
Novo índice
O IBSD começa a rodar com atualização ao fim do dia a partir de amanhã e com atualização de 30 em 30 segundos a partir da próxima segunda-feira, 02.
Na primeira carteira, válida até 29 de dezembro deste ano, o índice vai contar com 21 empresas, que precisam, dentre outros critérios, estar entre as 25% que mais pagam dividendos no mercado.
São elas: Taesa e Telefônica Brasil (com 5,80% da carteira cada); BB Seguridade (5,69%); Banco Santander/Brasil (5,54%); Engie Brasil (5,49%); Itausa PN (5,36%); Banco do Brasil, Bradespar e Cemig (com 5,31% cada); Copel (4,83%); CPFL Energia (4,72%); Companhia Siderúrgica Nacional (4,62%); Vale (4,59%); Gerdau (4,52%); Vibra Energia (4,39%); Cyrela (4,38%); Metalúrgica Gerdau PN (4,24%); Cielo (4,21%); Petrobras PN (4,13%); CSN Mineração (2,97%); e Marfrig (2,80%).
Se estivesse em giro desde janeiro de 2013, o índice IBSD teria rendido 142% até agosto de 2023, face a 87% do Ibovespa no mesmo período.