No fechamento, o Dow Jones sofreu baixa de 0,16%, após atingir a máxima de 48.040,64 pontos; o S&P 500 ficou estável, depois de renovar recorde de 6.920,34 pontos; e o Nasdaq subiu 0,55%, após atingir a máxima de 24.019,99 pontos. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – teve alta de 0,5%, a 99,207 pontos.
Enquanto isso, a ação da Nvidia saltou 3,05% após renovar recorde de valor de mercado; a Meta subiu 0,07%; a Alphabet avançou 2,81%; a Microsoft valorizou 0,09%.
A fabricante de chips se tornou a primeira empresa do mundo a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado, consolidando sua posição como o principal símbolo da revolução da inteligência artificial (IA) sobre a economia global. As ações da companhia chegaram a subir 5% no início do pregão, cotadas acima de US$ 210, ultrapassando o nível de US$ 205,76 necessário para alcançar o feito histórico. No Brasil, os BDRs da Nvidia (NVDC34) acompanhavam o movimento, fechando com alta de 2,90%, negociados a R$ 23,06.
O marco reflete, segundo analistas, a combinação entre otimismo com o potencial da IA e uma sequência de parcerias estratégicas firmadas pela empresa nos últimos meses. A Nvidia fechou acordos com gigantes como OpenAI, Oracle, Nokia e a farmacêutica Eli Lilly, ampliando sua presença em múltiplos setores – da nuvem à saúde. O entusiasmo também foi alimentado pela recente apresentação do CEO Jensen Huang em Washington, D.C., que reforçou a visão da companhia de estar no “centro nervoso” da transformação digital global.
O avanço meteórico da fabricante de chips ilustra o impacto da IA sobre os mercados financeiros. A Nvidia ultrapassou o valor combinado de concorrentes como AMD, Arm Holdings, ASML, Broadcom, Intel, Micron e Qualcomm, segundo dados da Dow Jones Market Data. Seu valor de mercado agora supera o de setores inteiros do S&P 500, como utilidades, bens de consumo e industriais, mostrando o quanto a tecnologia se tornou o novo motor de crescimento das bolsas.
Fundada em Santa Clara, na Califórnia, a Nvidia é pioneira no desenvolvimento das GPUs (unidades de processamento gráfico) que alimentam a infraestrutura da IA moderna. Esses chips são a base de sistemas como o ChatGPT, da OpenAI, e de data centers usados por grandes corporações.
A Nvidia atingiu US$ 2 trilhões em março de 2024 e, apenas 66 pregões depois, chegou aos US$ 3 trilhões. Em julho de 2025, tornou-se a primeira empresa a ultrapassar US$ 4 trilhões, superando Apple e Microsoft que, por coincidência, também alcançaram o mesmo patamar nesta semana.
*Com informações do Broadcast