Ouro fecha em alta após último pregão em queda. (Imagem: Adobe Stock)
O ouro fechou em alta de mais de 2%, em recuperação da queda expressiva registrada na última sessão e com expectativas de investidores para a divulgação, nesta tarde, da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que pode dar mais clareza sobre a trajetória das taxas de juros a ser seguida nos Estados Unidos. A escalada das tensões geopolíticas também contribuíram para o movimento.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2,11%, a US$ 5009,50 por onça-troy. Já a prata para março subiu 5,52%, a US$ 77,598 por onça-troy.
Pouco antes da ata do Fed ser divulgada, a ferramenta de monitoramento do CME Group apontava que a principal aposta para a reunião de março de política monetária é de manutenção dos juros. A expectativa até o fim do ano, entretanto, é de corte acumulado de 50 pontos-base (pb). Corte nos juros costumam ampliar a atratividade do ouro. Hoje o diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, defendeu que o Fed possui “bastante espaço” para flexibilizar a política monetária.
Diante do cenário, o MUFG avalia que, no curto prazo, as expectativas em torno de cortes nas taxas de juros continuam sendo cruciais para negociações como o ouro, enquanto, no longo prazo, há expectativa para novos ganhos do ouro por tensões geopolíticas persistentes, preocupações com a independência do Fed e a diversificação dos investimentos, que estão se afastando de títulos soberanos e moedas estrangeiras.
Para a StoneX, no entanto, é possível que o mercado acompanhe volatilidade nos preços do ouro, oscilando entre US$ 4.800 por onça-troy e US$ 5.100 por onça-troy.
“A tendência é de que os compradores aproveitem as quedas acima de US$ 4.800 por onça-troy para tentar uma alta em direção a US$ 5 mil por onça-troy no curto prazo. Contudo, os vendedores podem se desfazer de altas em direção a US$ 5 mil por onça-troy para conter o ímpeto de alta”, pondera.