Em janeiro, o ouro ganhou 9,30%. Ao longo do mês, chegou a superar o recorde histórico de US$ 5,6 mil por onça-troy. O BTG acredita que o mercado está no meio de uma mudança de regime no valor estratégico do metal, em um mundo em transformação, marcado por fatores como tensões geopolíticas crescentes e diversificação para fora do dólar.
O banco elevou suas premissas de preços para o ouro e agora espera que o metal encerre o ano de 2026 a US$ 5 mil por onça-troy. Embora reconheça a inclinação acentuada da alta recente, o BTG acredita que o piso estrutural da commodity se deslocou para cima. “Nossas projeções ainda incorporam algum grau de normalização, que consideramos altamente questionável, mas optamos por manter uma postura conservadora na modelagem”, afirma o banco.
O BTG vê espaço para que mais bancos centrais ao redor do globo ampliem suas reservas de ouro, com uma demanda estrutural longe de estar esgotada. Além disso, o banco avalia que o aumento das tensões geopolíticas reforça o papel do ouro como instrumento de proteção e ativo de reserva.
Ainda de acordo com o BTG, a Aura Minerals teve uma performance excepcional, mas ainda pode ser cedo para vender as ações e realizar lucros. Os papéis da empresa saltam 30,88% somente em janeiro. “Não nos lembramos de ter visto uma configuração tão vertical e forte em nossos anos cobrindo o setor. Essa disparada ocorre ao custo de maior volatilidade, que esperamos que permaneça elevada, portanto não nos surpreenderíamos em ver correções bruscas ao longo do caminho”, destaca.