A dirigente explicou que, em crises futuras, o BCE poderá atuar por meio de novas ou já existentes ferramentas, a depender de cada particularidade. “Não há dúvida de que, se e quando necessário, podemos e iremos projetar e implementar novos instrumentos para assegurar a transmissão da política monetária e, portanto, nosso mandato primordial de estabilidade de preços“, ressaltou.
A integrante do BCE explicou que esse comprometimento é importante em circunstâncias econômicas particularmente difíceis, como as atuais, marcadas pela elevada inflação. “Estamos, portanto, monitorando de perto os desdobramentos atuais do mercado”, ressaltou, acrescentando que a normalização monetária ocorre em um período “desafiador”.
Schnabel comentou ainda que a fragmentação da zona do euro pode ameaçar a estabilidade financeira, embora a resposta a emergências anteriores tenha diminuído esses riscos. Para ela, houve consideráveis progressos no fortalecimento da resiliência da união monetária.
Mesmo, a dirigente ainda vê necessidades de reformas para consolidar a estrutura da zona do euro, incluindo a conclusão da União dos Mercados Bancários e de Capitais, a melhoria da partilha pública de risco através de um instrumento fiscal permanente a nível europeu, bem como a criação de um ativo seguro na zona do euro, devidamente concebido para evitar incentivos adversos”.