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Educação Financeira

Caso Ambipar (AMBP3) revela o peso das ‘letras miúdas’ escondidas nos contratos de COEs

Crise da Ambipar mostra como a confiança cega em assessores e a falta de uma análise atenta podem custar caro

Por Leo Guimarães

10/10/2025 | 5:30 Atualização: 10/10/2025 | 10:25

Antes de investir é preciso examinar os detalhes para entender os riscos e condições de um COE.
Foto: AdobeStock
Antes de investir é preciso examinar os detalhes para entender os riscos e condições de um COE. Foto: AdobeStock

A semana foi marcada por notícias envolvendo perdas ligadas a investimentos em Certificados de Operações Estruturadas (COEs) de empresas como Ambipar (AMBP3) e Braskem (BRKM5). O problema, porém, está menos na qualidade do produto e mais no tipo de informação recebida pelo investidor. Em muitos casos, os clientes confiaram excessivamente em seus assessores ou gerentes de banco e deixaram de fazer o básico: ler as “letrinhas miúdas” do contrato para compreender os riscos envolvidos.

Leia mais:
  • O prejuízo dos investidores que aportaram milhares de reais em COE da Ambipar com XP e BTG
  • De maior alta da B3 em 2024 à cotação abaixo de R$ 1: o que está acontecendo com a Ambipar (AMBP3)?
  • Ambipar, Braskem e Master: empresas brasileiras enfrentam riscos de liquidez, diz agência Fitch
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Conforme contamos aqui, diante da iminente recuperação judicial na Ambipar, e a queda de 65% nas ações, a XP e o BTG decidiram interromper a estratégia dos COEs ligados à companhia que venderam para pessoas físicas ao longo de 2024. A XP antecipou o vencimento e liquidou os ativos, devolvendo aos investidores apenas 6,88% dos valores inicialmente investidos. Quem investiu R$ 100 mil, por exemplo, recebeu R$ 6.880 com a liquidação.

  • COEs prometem proteção, mas risco pode levar à perda total; veja o guia rápido para decidir se vale investir

O caso recente reforça como é importante ler o prospecto e o Documento de Informações Essenciais (DIE) — este último, um termo exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para produtos de investimento estruturado.

Neste papel é possível saber sobre o emissor, vencimento, condições de rentabilidade, riscos de crédito e liquidez e outras informações importantes, como ausência de participação no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “É essencial entender quais são as referências do produto e quais eventos podem acionar o vencimento antecipado”, afirma Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.

Garantia do COE não é incondicional

No geral, os investidores se deixam levar pela ideia de que o capital investido no COE é protegido. Mas essa não é um garantia incondicional. A proteção normalmente vale apenas se o investidor ficar até o vencimento.

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O problema é que há dois tipos de investidores, comenta César Queiroz, especialista de mercado e CEO da Queiroz Investimentos e Participações. O primeiro é aquele qualificado, que tem estrutura jurídica, contábil e não assina sem entender as cláusulas.

O segundo é o investidor comum, formado por pequenos empresários, celetistas, profissionais liberais que, focados em rentabilidade, confiam no assessor ou gerente.

  • Leia mais:

Os assessores, por sua vez, muitas vezes priorizaram comissões e metas de vendas em detrimento da correta explicação dos riscos. “Na busca por resultados, todo mundo se volta para si e depois se questiona por que não foi um pouco mais diligente. É o aprendizado pela dor”, observa Queiroz.

Linguagem difícil de entender

Rafael Panonko, consultor de investimentos, critica o vocabulário técnico das lâminas e dos documentos. Na visão dele, isso faz com que o investidor pessoa física não compreenda o conteúdo, mesmo que leia. Para ele, o mercado deveria ter mecanismos de fiscalização. “Num IPO (abertura de capital de uma empresa), os documentos não podem ser uma peça de marketing, não podem dizer que se trata de uma grande oportunidade. Por que esse nível de controle também não é exigido nessas ofertas de COE?”, questiona.

O certificado de operação estruturada é um produto criado para atrair o investidor para o longo prazo com promessa de rentabilidade acima da média. Essa estrutura, avalia Queiroz, torna esse tipo de investimento vulnerável a riscos difíceis de prever no Brasil, como juros e solvência das empresas.

“Se tivéssemos um trabalho claro de orientação em cima dos contratos que são formalizados, eu acredito que o COE, como produto, não teria esse ‘boom’ que ele sempre teve”, diz Queiroz, ponderando que a conta da má prática está chegando “em cima de um produto que nasceu com um bom propósito.”

Perguntas necessárias diante de um COE

Panonko observa que, embora esses produtos ofereçam ganhos superiores à renda fixa tradicional — , o investidor assume o riscos. Trata-se, segundo ele, de uma exposição típica de renda variável, mas com retorno limitado, o que cria uma assimetria muitas vezes ausente das lâminas e dificilmente compreendida por quem aplica.

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Para ele, independentemente de entender ou não o conteúdo do material informativo, o investidor deve responder essas perguntas simples: “Quanto que eu posso perder nessa operação? Qual é a liquidez desse investimento? É uma liquidez de cinco anos? Eu consigo resgatar antes do vencimento?”

Em geral, as corretoras argumentam que as informações sobre os riscos do produto estão sempre especificadas no documento. É responsabilidade do investidor, portanto, checar antes de qualquer movimentação. Mas os especialistas de mercado destacam que deixar essa tarefa apenas na conta da pessoa física não é a melhor forma de vender um produto, especialmente os mais complexos, como os COEs.

“O produto pode ser bom, mas quem está comercializando deve ter capacidade profunda de transmitir todas as informações necessárias de riscos e prazos ao investidor. Infelizmente, nem sempre é o que acontece e situações como essa deixam isso muito claro”, diz Gustavo Assis, CEO da Asset Bank, uma gestora de investimentos com 20 anos de atuação no mercado.

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