

A XP disse em relatório que a “Raízen (RAIZ4) reportou um trimestre fraco (terceiro trimestre da temporada 2024/25), que compreende o período entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2024), em nossa visão”. No entanto, a receita líquida alcançou R$ 66,8 bilhões (+14% na comparação anual e +11% ante previsão da XP), “principalmente por causa do aumento dos volumes de negociação em açúcar”, informaram no relatório os analistas do banco, Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak.
A empresa consolidou seus números para açúcar e renováveis – reduzindo a visibilidade dos lucros – e reportou um Ebitda (lucro antes de juros, depreciação, amortização e impostos) ajustado de R$ 1,9 bilhões (+7% na comparação anual e +7% ante estimativa da XP).
Apesar disso, “a empresa reportou ajustes totalizando R$ 908 milhões, cujas origens e implicações não estão totalmente claras para nós, sendo: R$ 618 milhões relacionados a efeitos não monetários, principalmente relacionados à reversão de ganhos de instrumentos financeiros vinculados a contratos futuros de açúcar e etanol e ao descomissionamento de certas operações de negociação; e R$ 292 milhões relacionados principalmente ao efeito da provisão para perda de certos ativos e investimentos no segmento de renováveis”.
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O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 3,1 bilhões, uma queda anual de 21%, “refletindo declínios nas operações de Mobilidade no Brasil e na América Latina em comparações difíceis, embora as margens tenham permanecido decentes, em nossa visão, dado o ambiente desafiador”.
O lucro líquido ficou materialmente abaixo da estimativa da XP por causa de “despesas financeiras e tributárias superiores ao esperado”. Por fim, a queima de caixa foi maior do que o antecipado, totalizando R$ 907 milhões, e a relação ND/EBITDA ficou em 3,0x ante projeção da XP de 2,6x”, diz sobre os resultados da Raízen (RAIZ4).