O banco vê os preços do diesel praticados pela Petrobras um dígito médio acima da paridade internacional, enquanto os preços da gasolina estão um pouco acima da referência internacional, o que abre espaço para algumas reduções adicionais de preços. “Acreditamos que a Petrobras continuará com sua abordagem mais conservadora em sua política de preços e, portanto, convergirá gradualmente para a referência internacional”, escreveram os analistas Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Guilherme Bosso.
Eles destacam que, do ponto de vista da rentabilidade, os spreads (diferença entre o preço de compra e o preço de venda) de craqueamento do diesel da estatal estão agora em US$ 30/barril (já considerando a queda de preço de hoje) e os spreads de craqueamento da gasolina estão em US$ 24/barril, níveis que consideram saudáveis.
Já para as distribuidoras de combustíveis, a redução de preço impõe um obstáculo às margens do segundo trimestre. Isso poderia incentivar os players independentes a acelerar as importações, o que implicaria em um potencial efeito de excesso de oferta, pressionando ainda mais a lucratividade, ressaltam os analistas.