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Relatório do FMI: revisão do PIB brasileiro pode trazer oportunidades aos investidores

A diversificação deve ser o principal pilar ao elaborar uma carteira de investimentos, afirma analista

Por Isabela Ortiz

29/10/2024 | 14:36 Atualização: 29/10/2024 | 14:36

PIB. (Foto: Adobe Stock)
PIB. (Foto: Adobe Stock)

O relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou que “o crescimento do Brasil está projetado para 3% em 2024”, o que impacta o setor de investimentos no País. Também citou o aumento de 0,9 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) ainda para este ano que, em contrapartida, teve sua previsão reduzida de 2,4% para 2,2% para 2025.

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O PIB nada mais é que a “soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano”, como define o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo  Luis Sangy, analista financeiro da XP Investimentos, esses dados positivos tendem a ser positivos para os investidores.

“O investidor em geral tende a reagir favoravelmente a previsões otimistas, já que sugere uma recuperação da economia e um potencial de crescimento mais robusto”, esclareceu.

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Com a previsão da desaceleração do crescimento em 2025, os investidores devem adotar a diversificação como um dos principais pilares ao elaborar suas carteiras.

“Investir em ativos que historicamente se mostram resilientes em tempos de desaceleração, como títulos de renda fixa e setores defensivos, pode ser uma boa abordagem”, explicou Sangy. Além disso, alocar parte dos recursos em mercados internacionais pode oferecer proteção adicional, equilibrando a exposição aos riscos locais.

A ênfase do FMI em investimentos voltados para o crescimento sustentável e oportunidades de crescimento verde pode moldar o futuro do investimento no Brasil ao incentivar uma transição para uma economia mais sustentável. Isso criaria novas oportunidades em setores como energia renovável, agricultura sustentável e tecnologias limpas.

Além disso, a implementação de políticas Environmental, Social and Governance (ESG: ambientais, sociais e de governança), já exigidas no novo mercado da B3 impulsiona práticas empresariais responsáveis e atrai investidores que buscam alinhar suas carteiras com valores sustentáveis, segundo o analista da XP.

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“Essas políticas não apenas promovem práticas empresariais responsáveis, mas também atraem investidores que buscam alinhar suas carteiras com valores sustentáveis. Assim, os investidores poderão não apenas contribuir para um futuro mais sustentável, mas também se beneficiar de um mercado que valoriza a transparência e a responsabilidade social”, afirma.

Existem riscos com o crescimento do PIB?

Para o analista da XP, os principais riscos para o crescimento do PIB incluem instabilidade política, inflação elevada e choques externos, como crises econômicas globais ou desacelerações em grandes economias. “Esses fatores podem impactar a confiança dos investidores e a alocação de capital”.

Para amenizar esses riscos, os investidores devem adotar uma estratégia de diversificação, investindo em diferentes classes de ativos e mercados, além de acompanhar atentamente as políticas econômicas e as condições macroeconômicas. Assim, podem se proteger contra perdas significativas, mantendo a flexibilidade para ajustar suas carteiras conforme necessário.

Quais os setores que mais se beneficiarão com o crescimento de 3%?

A expectativa de crescimento de 3% para 2024 sugere um cenário favorável para diversos setores. Entre os mais beneficiados, Sangy destaca a infraestrutura, energia renovável e o agronegócio.

“O setor agropecuário, por exemplo, se beneficia diretamente do crescimento do PIB devido ao aumento da demanda por alimentos, tanto no mercado interno quanto no externo”, afirma. De acordo com o especialista, isso pode impulsionar as exportações e melhorar a balança comercial.

Além do agro, o setor de infraestrutura também deverá aproveitar os investimentos em obras públicas e privadas, fundamentais para sustentar o crescimento. Já o setor de energia renovável se beneficiará das iniciativas de transição energética e da crescente demanda por fontes limpas.

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“Além disso, investimentos em tecnologia e práticas sustentáveis tem o potencial de aprimorar a produtividade e a competitividade do setor”, argumenta Sangy.

Abaixo está uma tabela que une os principais pontos da influência do PIB no setor de investimentos. Veja:

Pontos Principais Explicação
Aumento da confiança dos investidores Previsões otimistas sugerem uma recuperação econômica, aumentando a confiança dos investidores e atraindo mais capital, o que alavanca os mercados financeiros.
Infraestrutura, energia renovável, agronegócio Setores que se beneficiam do crescimento econômico, com destaque para o agronegócio, devido ao aumento da demanda por alimentos e impacto positivo nas exportações.
Simplificação fiscal e previsibilidade A reforma tributária visa simplificar o sistema, reduzir a burocracia e aumentar a previsibilidade, o que diminui riscos fiscais e atrai mais capital internacional.
Realocação para investimentos mais conservadores A alta da Selic favorece investimentos seguros, como títulos públicos, em detrimento de ações e ativos de maior risco, pois o prêmio pelo risco se torna menos atrativo.
Simplificação regulatória e incentivos fiscais A redução da burocracia e a criação de incentivos fiscais para setores estratégicos são fundamentais para atrair investimentos, além do investimento em educação e capacitação da força de trabalho.
Instabilidade política, inflação, choques externos Esses fatores podem reduzir a confiança e a alocação de capital. Para mitigar esses riscos, é recomendada a diversificação de investimentos e o monitoramento das condições econômicas e políticas.
Diversificação e investimentos defensivos A diversificação e o investimento em ativos resilientes, como títulos de renda fixa e setores defensivos, são estratégias para enfrentar a desaceleração econômica.
Investimentos sustentáveis e ESG A transição para uma economia mais sustentável cria oportunidades em setores como energia renovável e tecnologias limpas. A adoção de políticas ESG atrai investidores que buscam alinhar suas carteiras com valores sustentáveis, promovendo responsabilidade social e transparência.

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