A primeira, após comprar a Vital, tornou-se a maior do setor de serviços públicos na cobertura do banco e avança em biometano, biogás e créditos de carbono, o que prolonga a visibilidade de caixa.
Já a Suzano, na visão dos analistas, é subestimada: apesar dos temores globais sobre a sobrecapacidade de celulose, o suprimento de madeira segue apertado, os preços estão abaixo dos custos marginais (por volta de US$ 604 por tonelada) e a companhia tem anunciado reajustes pouco refletidos nas cotações de suas ações.
A Totvs continua entregando crescimento de receita de dois dígitos e expansão de margens, enquanto mantém retorno incremental sobre o capital acima de 30 por cento. A esperada aprovação da compra da Linx pode destravar valor adicional.
Entre as “histórias de fluxo de caixa com preços incorretos”, aparecem Lojas Renner (LREN3) e Marcopolo (POMO4). O Santander argumenta que o mercado precifica expansão modesta de receita e margens na Renner e ignora sua capacidade de remunerar o acionista, graças à posição de caixa líquida. No caso da Marcopolo, o banco projeta rendimento médio de fluxo de caixa livre de cerca de 13% entre 2026 e 2028 e dividend yield de 8,4% em 2026.
No grupo de “empresas pouco acompanhadas”, a carteira inclui Brava (BRAV3), Cogna (COGN3), IRB (IRBR3), Randon (RAPT4) e Ser Educacional (SEER3). A Brava deve reduzir a alavancagem para 1,8 vez até o fim de 2026 com geração operacional de cerca de US$ 1 bilhão, abrindo caminho para recompra de ações. A Cogna, depois de tropeços, exibe portfólio diversificado e pode superar em cerca de 20% o consenso de lucro líquido em 2026, segundo o banco.
Já a IRB, com governança mais rígida, volta a mirar dividendos em 2026, enquanto a Randon negocia, nas contas do Santander, a um valor de mercado implícito negativo ao se excluir a subsidiária Fras-le. A Ser Educacional, por sua vez, exibe geração de caixa livre estimada em 15% e dividend yield de 8% em 2026.
Por fim, na categoria “complacência”, o Santander mantém visão cautelosa sobre Banco do Brasil (BBAS3). Embora o múltiplo pareça baixo, o banco estatal enfrenta pressão de inadimplência agrícola, provisões mais altas e dependência crescente de ganhos com títulos públicos. O dividendo também recuou, e a influência governamental limitaria o potencial de reavaliação, motivo pelo qual os estrategistas consideram frágil a tese de que a eleição de 2026 possa sustentar o valor da ação no curto prazo.
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