“O presidente do banco dividiu sua visão entusiasmada com o novo modelo (que hoje é o principal assunto entre investidores), destacando que a nova modalidade poderia ter o mesmo impacto no crédito pessoal que o Pix teve em pagamentos”, escreveram os analistas liderados por Eduardo Rosman.
Eles participaram de reunião com o presidente do Santander, Mario Leão, o vice-presidente Financeiro, Gustavo Alejo, e a head de Relações com Investidores, Camila Stolf.
De acordo com eles, Leão considera que os volumes podem ultrapassar as estimativas mais otimistas no médio e longo prazos. No entanto, está cauteloso com o curto prazo, diante de ajustes operacionais que ainda precisam ser feitos, como as integrações com o eSocial para garantir que as empresas tenham uma transição suave e com menores riscos operacionais.
“Apesar destes obstáculos, ele acredita que o governo está ativamente encorajando o progresso, o que é crucial para o sucesso da iniciativa”, adicionou o BTG.
Ainda de acordo com os analistas, Leão relacionou a atuação do banco no novo produto com as mudanças pelas quais o conglomerado tem passado, com evoluções nos sistemas de relacionamento com clientes e a digitalização do atendimento.
Ao longo da reunião, segundo o BTG, o executivo falou de forma ostensiva sobre o “novo” Santander, que pretende ser o banco principal dos clientes, o que deve levar a retornos ajustados ao risco mais atrativos. Além disso, ele disse que o banco deve se tornar menos cíclico e com resultados mais fáceis de prever do que antes.
“Ele afirmou que o ‘novo’ banco já está rodando com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) acima de 20%, o que o deixa fortemente confiante de que a unidade brasileira consolidada está no caminho para atingir patamares similares à medida que a nova carteira de crédito progressivamente substitua safras mais antigas”, disse o BTG.