Em relatório, os analistas Caio Moscardini e Eyzo Lima explicam que o ajuste no preço-alvo ocorre, principalmente por margens menores, mas avaliam que a tese continua atrativa.
A principal conclusão é que a empresa entra em uma fase de melhora estrutural. Após o aumento de capital e ajustes no capital de giro, a Hypera deve voltar a gerar mais caixa, com expectativa de yield (rendimento) de fluxo de caixa livre crescente nos próximos anos. Além disso, a queda da alavancagem reduz um dos principais entraves recentes, que era o peso dos juros elevados sobre o resultado.
Outro ponto central da tese, segundo o banco, é o potencial de crescimento operacional. O Santander espera ganho de participação de mercado e avanço de vendas, apoiados por novos lançamentos e pela possibilidade de entrada no mercado de genéricos de semaglutida, o que pode trazer upside adicional, principalmente a partir de 2027. Mesmo com revisão negativa de margens, o lucro segue projetado em trajetória forte de crescimento.
Por fim, o Santander destaca que a ação negocia a múltiplos considerados baixos (cerca de 8,8 vezes o Preço/Lucro previsto para 2026), reforçando a visão de valuation (valor do ativo) descontado. Assim, a combinação de melhora de geração de caixa, redução de riscos financeiros e perspectivas de crescimento sustenta a recomendação positiva, apesar dos ajustes mais conservadores nas estimativas.