As chamadas stablecoins têm sido privilegiadas por alguns operadores do universo das criptomoedas justamente por sua estabilidade. As mais populares entre as stablecoins mantêm seus níveis graças a ativos que incluem dívida denominada em dólar e dinheiro, mas a TerraUSD é uma stablecoin algorítmica, que depende de uma engenharia financeira para manter seu nível em relação ao dólar.
A ruptura nessa relação começou no fim de semana, com uma série de grandes retiradas do Anchor Protocol, uma espécie de banco descentralizado para investidores do universo cripto. Antes da crise, a TerraUSD era a terceira maior stablecoin, com valor total de mercado de US$ 18 bilhões.
No passado, a TerraUSD mantinha seu preço de US$ 1 dependendo de operadores, que agiam para ajustá-lo. Quando ela caía abaixo disso, eles “queimariam” a stablecoin, retirando-a de circulação, ao trocar TerraUSD pelo valor de US$ 1 em novas unidades de Luna, um token “irmão” da TerraUSD. Essa ação reduzia a oferta de TerraUSD e elevada seu preço. O movimento contrário ocorria, caso a stablecoin superasse essa faixa.
Esse modelo tem gerado críticas, pois depende da disposição coletiva das pessoas de apoiar a criptomoeda. Sem isso, a stablecoin pode afundar rapidamente, o que participantes do setor descrevem como “espiral da morte”.