O lucro veio principalmente do crescimento do negócio de internet móvel – puxado pelo segmento pós-pago – e de cortes de custos nas operações, com melhora da margem de lucro. A empresa de telecomunicações reportou ainda uma despesa financeira menor neste balanço, contribuindo para o avanço do resultado líquido.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado cresceu 9,7% no quarto trimestre, para R$ 3,672 bilhões. A margem Ebitda aumentou 2,6 pontos porcentuais, indo a 53,1%, maior patamar já registrado pela operadora. Já a receita líquida teve expansão de 4,4% no quarto trimestre, chegando a R$ 6,920 bilhões. Vale destacar que indicadores no critério “normalizado” excluem receitas e despesas que a Tim considera não recorrentes.
Ebitda e lucro vêm acima de projeções do Itaú BBA
Na avaliação do Itaú BBA, os resultados do quarto trimestre da empresa ficaram alinhadas às estimativas de receita, superando as projeções nos níveis de Ebitda e lucro líquido.
“Reconhecemos que esses números sólidos já foram parcialmente refletidos no desempenho das ações da Tim. Olhando à frente, esperamos que os investidores foquem na evolução da receita de serviços móveis (MSR) ao longo do ano, assim como na implementação do repasse de preços no segmento pós-pago, cuja comunicação começou no início do ano”, afirma o BBA.
Além disso, a casa avalia que devem permanecer no radar possíveis fusões e aquisições no segmento de fibra ou uma distribuição aos acionistas acima das expectativas do mercado, diante da tendência positiva de geração de caixa livre.
Por ora, considerando o valuation atual de 14 vezes o preço sobre lucro (P/L) de TIMS3 e um dividend yield (rendimento de dividendo) de 7,5% para 2026, além do desempenho recente das ações, o BBA manteve recomendação neutra com preço-alvo de R$ 24.
Despesas operacionais recuam na comparação anual
Para o BTG Pactual, a Tim entregou um sólido conjunto de resultados no quarto trimestre, encerrando um ano excepcional. Um dos destaques foram as despesas operacionais, que recuaram 1% na comparação ano a ano, enquanto o BTG esperava que elas ficassem estáveis.
Assumindo um ambiente competitivo saudável, o banco estima que o setor deve seguir capaz de crescer receitas em linha – ou ligeiramente acima – da inflação, expandir margens Ebitda e manter despesas de capital estáveis, uma vez que o próximo ciclo relevante de investimentos ainda está distante.
“Nesse contexto, o crescimento de dois dígitos no fluxo de caixa livre operacional, combinado com uma trajetória crescente de dividendos, deve continuar atuando como âncora estrutural para os preços das ações”, afirma o BTG, que tem recomendação de compra para a Tim, com preço-alvo de R$ 22.
Balanço reforça visão positiva sobre negócio de telefonia móvel
A Ágora Investimentos também considerou os resultados do quarto trimestre positivos, com a Tim superando as estimativas da casa em Ebitda e lucro líquido. Do ponto de vista da qualidade, a corretora interpretou as tendências operacionais como “bastante robustas” em todos os aspectos.
A Ágora colocou como destaque a receita de serviços móveis gerada por clientes, que se expandiu 6,3% em relação ao ano anterior, mantendo o forte ritmo do trimestre anterior e superando a inflação em cerca de 2 pontos percentuais.
“Em nossa opinião, os resultados do quarto trimestre reforçam a visão positiva sobre o negócio de telefonia móvel e provavelmente contribuirão para uma leve revisão para cima nas estimativas de consenso. Mantemos a recomendação de compra para as ações da Tim“, afirma a Ágora, que tem preço-alvo de R$ 27 para o papel.