Perto do horário de fechamento da Bolsa de Nova York às 18h00 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 4,156%; o da T-note de 10 anos avançava a 4,269%; e o da T-note de 30 anos tinha alta a 4,476%.
O CPI dos EUA subiu 0,3% em novembro ante outubro e, na comparação anual, o avanço foi de 2,7% no mês passado. O resultado fortaleceu a ideia de que o BC americano fará uma flexibilização monetária mais branda, apesar de acelerar em relação ao mês anterior. De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, as apostas para um corte de 25 pontos-base saltaram de 86,1% para 98,1% Na contramão, as apostas de uma manutenção dos juros caiu de 13,9% para 1,9%.
O departamento de pesquisas do Bradesco destaca que os aluguéis imputados, maior componente do grupo de habitação, surpreenderam para baixo. “A alta de 0,23% resultou de um arrefecimento generalizado em todas as regiões pesquisadas. Esse é um resultado bastante relevante, pois esse componente da inflação vinha desacelerando de forma muito gradual, mantendo tanto o índice cheio como o núcleo de inflação pressionados”, avalia.
O comportamento dos aluguéis será bem-vindo pelo Fed, pois mostra que a inércia desse componente pode estar perdendo força, analisa o Bradesco. “Muitos membros do FOMC, inclusive Jerome Powell, já comentaram repetidas vezes que o único “setor” ainda com inflação resiliente a ser resolvida era o de habitação. Assim, o número de hoje chancela um corte de 25 pb agora em dezembro. Isso não deve alterar a estratégia de comunicação do Fed, que deve indicar cortes trimestrais em 2025″, conclui.
Ainda hoje, o Departamento do Tesouro leiloou US$ 39 bilhões em T-Notes de 10 anos, com juro máximo de 4,235%. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,70 vezes, segundo o departamento, acima da média recente de 2,54 vezes, de acordo com o cálculo do BMO Capital Markets.