Hoje, investidores acompanharam os discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Tanto o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, quanto o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, concordaram que os juros devem ser cortados em 2024, mas que o atual momento ainda é cedo demais para esta discussão. Harker sinalizou que ainda é preciso mais alguns indícios de queda na inflação, e Jefferson disse que não está olhando para um único dado para decidir quando será o momento adequado de cortar juros.
Embora ambos reforcem o otimismo com a desinflação, crescia a chance de manutenção nas reuniões de maio e junho, de acordo com a ferramenta do CME Group. Mesmo assim, a chance de redução em junho ainda é majoritária, de 66,2%, contra 33,8% de probabilidade de manutenção. Ontem, a chance de corte para junho era de 72,9%.
Louis Navellier, da gestora Navellier, disse que essa perspectiva de corte de juros mais lento impulsionou os rendimentos. Também hoje, um leilão de US$ 9 bilhões em títulos atrelados à inflação (Tips) de 30 anos teve demanda bem acima do esperado, o que impulsionou os retornos. Antes do leilão a ponta longa dos juros caía, mas encontrou fôlego após as vendas, segundo o BMO Capital Markets. Por volta de 17h30 (de Brasília), a ponta longa perdeu o impulso e voltou a cair.