Após conversa com o CEO da mineradora, Gustavo Pimenta, os profissionais pontuam que a oferta de produtos de minério de ferro da Vale “está evoluindo”, impulsionada, entre outras coisas, pela estratégia comercial para atender um mercado que não remunera bem o minério de ferro de alta qualidade.
“A gestão procura alternativas para o que acredita ser uma mudança muito necessária na regulamentação das cavernas no norte (dadas as incertezas regulamentares), que inclui baixa classificação (utilização de resíduos de qualidade inferior) e mistura. Isto deverá desbloquear volumes e ajudar a compensar o esgotamento e também ajustar a oferta de produtos à procura do mercado. Adicionalmente, espera-se que a concentração na China aumente, uma vez que a margem de contribuição também é positiva. Tudo isso deve levar a um teor médio de Ferro mais baixo, mas a uma margem melhor ajustada”, observam.
A Administração reconheceu ainda, segundo os analistas, a necessidade de melhoria contínua no negócio de metais básicos, mas notou um bom nível de satisfação com os ativos estruturais de cobre e polimetálicos.
“Os ativos de níquel puro continuam a queimar dinheiro devido ao contínuo excesso de oferta e à pressão sobre os preços. A Vale quer manter essa opção para uma potencial melhoria de oferta/demanda e observa fortes esforços para atingir o ponto de equilíbrio. No lado do crescimento do cobre, a empresa está avançando em estudos importantes, mas não esperamos que um crescimento significativo se materialize antes de uma década (embora alguns detalhes do projeto possam surgir até lá)”, relatam os analistas do Goldman Sachs.