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BofA eleva preço-alvo da Vamos (VAMO3) e reitera recomendação; confira

A mudança se dá diante da visão do banco sobre o custo de capital próprio e a expectativa de juros no Brasil

BofA eleva preço-alvo da Vamos (VAMO3) e reitera recomendação; confira
Grupo Vamos. (Foto: Divulgação/Grupo Vamos)

Após Vamos (VAMO3) ter apresentado números fortes no primeiro trimestre do ano, que marcaram uma recuperação após períodos de resultados abaixo do esperado, o Bank of America (BofA) elevou seu preço-alvo de R$ 9,50 para R$ 10,80, reiterando recomendação neutra. O potencial de valorização é de 32% considerando o fechamento de segunda-feira (27).

A mudança se dá após o banco incorporar uma redução no custo de capital próprio e uma expectativa de juros mais baixos no Brasil a partir de 2026, além de uma margem de aluguel ligeiramente maior depois dos resultados do primeiro trimestre de 2024.

Segundo o BofA, o risco-retorno das ações de Vamos está equilibrado, considerando que o mercado já precifica um crescimento mais moderado nos próximos períodos. A análise destaca que, embora as ações possam parecer atraentes a um preço sobre lucro (P/L) de 9,4 vezes para 2024, ajustes considerando o ciclo de alta dos caminhões no Brasil sugerem um múltiplo de 19 vezes.

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Os analistas Rogerio Araujo, Gabriel Frazão e Joao Andrade apontam que o capex (despesas de capital) da Vamos atingiu um recorde de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, com previsões de alcançar R$ 5 bilhões ao longo do ano. Esse aumento foi parcialmente impulsionado pela venda e leaseback de uma frota de 2.926 caminhões da Petrópolis. Ainda assim, o BofA projeta um capex ligeiramente superior, de R$ 5,1 bilhões para este ano e crescendo progressivamente a R$ 8 bilhões até 2030.

A análise também aborda a retomada de ativos pela Vamos, que foi significativa em 2023 devido à inadimplência de clientes. No primeiro trimestre de 2024, a empresa retomou ativos no valor de R$ 270 milhões, representando 2,1% do valor da frota. A alta exposição ao agronegócio, setor fortemente afetado pela perda da safra de grãos no Brasil, é vista como uma das principais razões para essa situação. No entanto, com a melhoria nas expectativas de safra para o segundo semestre de 2024, espera-se uma redução na retomada de ativos, segundo o BofA.

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