Baixa capacidade ociosa na economia brasileira aumenta a chances de choque nos preços do petróleo. (Imagem: Adobe Stock)
A XP elevou a previsão para a taxa Selic (taxa básica de juros) ao fim de 2026 de 12,75% para 13,50%, afirmando que a baixa capacidade ociosa na economia brasileira aumenta a probabilidade de o choque nos preços do petróleo se espalhar para itens sem relação direta com a commodity, o que exigiria uma resposta do Banco Central.
“No caso atual do Brasil, significa cortar menos os juros este ano do que no cenário pré-guerra”, disse a XP em relatório. A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 0,25 ponto porcentual em abril, seguido de dois cortes de 0,50 pp em junho e agosto.
“O recuo esperado para os preços do petróleo representa uma precondição essencial para esta aceleração no ritmo de cortes. Posteriormente, projetamos uma pausa para avaliação durante o período eleitoral”, acrescentou.
A XP disse também que a sustentabilidade fiscal “é um fator chave para 2027”, e que espera medidas de ajuste de despesas por parte do próximo governo, ainda que sejam insuficientes para estabilizar a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB).
“Nesse cenário – e superado o choque de oferta deste ano – vislumbramos espaço para retomada do ciclo de afrouxamento monetário, ainda que de forma limitada. Projetamos a taxa Selic em 11,50% ao final de 2027”, disse a XP. Antes, a previsão para a Selic ao fim do ano que vem era de 11,00%.