O início da sessão desta terça-feira é de humor misto nos mercados internacionais, com os índices futuros de Nova York operando em leve baixa, enquanto a maioria das bolsas europeias opera no campo positivo.
Essa dicotomia no desempenho parece estar ligada aos dados econômicos divulgados mais cedo no velho continente e na China, sem mencionar o fato de a integrante do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel, ter dito hoje que a leitura mais recente de inflação na zona do euro “tornou uma alta de juros mais improvável”.
Saindo dos mercados acionários, o dólar opera em baixa ante uma cesta de divisas fortes, os contratos futuros de petróleo exibem alta modesta, enquanto os preços futuros do minério de ferro registraram perdas de 1,31% na madrugada em Dalian, cotados ao equivalente à US$ 127,03 por tonelada.
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Sem uma forte referência no exterior, os investidores locais se concentrarão nos indicadores domésticos para a determinação do rumo dos negócios – e, neste sentido, a esperada queda do PIB no terceiro trimestre deve sustentar a percepção de continuidade do ciclo de quedas na Selic.
Do lado fiscal, o relator da Reforma Tributária na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), espera que a proposta seja votada no plenário da Casa na semana que vem, algo que possivelmente o mercado não deve “pagar” antecipadamente.
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Agenda econômica 05/12:
Brasil: Destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre (9h00), cujas expectativas apontam para uma queda de 0,2%. Saem ainda os índices de gerentes de compras (PMIs) de serviços e composto (10h00). Entre os eventos, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa
de dois eventos públicos (11h e 12h) e a CAE do Senado sabatina indicados para Cade e CVM (10h00).
EUA: Também estão previstos os índices de gerentes de compras (PMIs) de serviços e composto (11h45 e 12h), além do relatório de abertura de vagas Jolts (12h00).
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Europa: O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro avançou de 46,5 em outubro a 47,6 na leitura final de novembro, na máxima em quatro meses, informaram a S&P Global e o Hamburg Commercial Bank, enquanto previa-se 47,1. Apenas o PMI de serviços subiu de 47,8 em outubro a 48,7 em novembro, contra e expectativa de 48,2. Além disso, o relatório destacou que o emprego na zona do euro recuou pela primeira vez desde janeiro de 2021 nessa pesquisa.
China: O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços avançou de 50,4 em outubro para 51,5 em novembro, atingindo o maior nível em três meses, segundo pesquisa divulgada pela S&P Global em parceria com a Caixin, superando a expectativa de alta a 50,7 no mês passado. Já o PMI composto, que engloba serviços e indústria, subiu do nível neutro de 50 em outubro para 51,6 em novembro, alcançando o maior patamar desde agosto.
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