No exterior, a liquidação global que impulsiona os rendimentos de títulos se acelerou na Ásia e prossegue com papéis europeus e americanos nesta manhã de quinta-feira, enquanto os índices futuros de Nova York recuam mais de 1% -afetando também as bolsas da Europa -ainda em meio a cautela pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Neste contexto, o Banco Central Europeu (BCE) deve cortar hoje os juros mais uma vez, de 2,75% parta 2,50%, diante o fraco desempenho da economia da região e da expectativa de que a inflação vá para perto da meta de 2% até o final do ano.
Por aqui, o sinal negativo no exterior deve afetar o apetite ao risco, em dia de queda das cotações futuras do minério de ferro e tentativa modesta de recuperação do petróleo. Já o dólar tem sinais mistos ante moedas emergentes e ligadas a commodities. Além do avanço dos juros no exterior, a curva à termo doméstica deve ser afetada também pelo leilão do Tesouro, depois do alívio com oferta amena na semana passada.
Agenda econômica
Brasil
Sem maiores destaques na agenda.
EUA
Saem os pedidos de auxílio desemprego (10h30), a balança comercial de janeiro (10h30) e os estoques no atacado (12h). São esperados ainda discursos do diretor do Fed, Christopher Waller (17h30) e do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic (21h).
Europa
A agenda desta quinta-feira traz a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (10h15), seguida de fala da presidente da instituição, Christine Lagarde (10h45).
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