As bolsas internacionais avançam na primeira sessão do ano, embaladas pelo otimismo com tecnologia e expectativas de dados econômicos relevantes nos EUA e Europa. A liquidez segue reduzida após o feriado, enquanto os vencimentos curtos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, recuam diante da perspectiva de cortes pelo Federal Reserve, banco central dos EUA, ao longo de 2026.
Entre as commodities, o petróleo devolve ganhos e recua mais de 1% com preocupações sobre excesso de oferta antes da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+). Em paralelo, ouro e prata sobem apoiados por tensões geopolíticas e projeções de política monetária mais frouxa.
Por aqui, o Ibovespa opera em leve queda, pressionado por Petrobras (PETR3; PETR4), que acompanha a queda do petróleo, e pelos frigoríficos, afetados por cotas impostas pela China às importações de carne bovina. Por outro lado, bancos e empresas voltadas ao consumo doméstico sustentam a ponta positiva.
Por volta das 14h15, o Ibovespa caía 0,40%, aos 160.476 pontos, enquanto o dólar recuava 0,94% frente ao real, cotado a R$ 5,42. Nos juros futuros o movimento era de descompressão firme entre os vencimentos médios e longos, acompanhando o alívio cambial e expectativas de flexibilização monetária.
Entre as ações do Ibovespa… Frigoríficos lideram as perdas após a China impor cotas para carne bovina, com Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) recuando perto de 5%, enquanto JBS (JBSS3) cai em Nova York. Petrobras também pesa no índice, com baixa superior a 1% diante da queda do petróleo.
Na ponta positiva, GPA (PCAR3) dispara quase 4% após aumento de participação acionária, SLC Agrícola avança mais de 2% com anúncio de bonificação, e Cosan (CSAN3) sobe 0,4% após vender participação na Compass por R$ 4 bilhões.
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