A última sessão da semana nas bolsas de valores é positiva para os mercados globais, com avanço dos principais índices da Europa e de Nova York nesta sexta-feira (9), mesmo após os dados mistos do payroll.
O relatório de empregos mostrou criação de apenas 50 mil vagas em dezembro, abaixo das expectativas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,4% e os salários avançaram 0,33%, sinalizando desaceleração gradual da economia americana, mas ainda com pressão sobre a renda.
Esse quadro sustenta a visão de juros estáveis pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) até abril, o que mantém os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, em alta e fortalece o índice dólar (DXY) em escala global. Em paralelo, o petróleo sobe mais de 1%, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Por aqui, o Ibovespa hoje acompanha o tom positivo, apoiado pelo avanço do petróleo e em meio à leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em linha com as projeções, ainda que com núcleos pressionados. Às 14h20, o índice avançava 0,60%, aos 163.906 pontos, enquanto o dólar recuava 0,60% frente ao real, cotado a R$ 5,36.
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Os juros futuros longos reduziram a alta após o payroll, mas os curtos seguem pressionados pela inflação de serviços, reduzindo a precificação de cortes na Selic para janeiro e março. No radar, o leilão de NTN-F 2037 pelo Tesouro reforça a cautela na curva.
Entre as ações que compõem o Ibovespa
O setor de mineração exibe fraqueza, com Vale (VALE3) recuando após rebaixamento de recomendação e notícias sobre possível megafusão entre concorrentes globais. Em contrapartida, bancos e construtoras avançam. Petroleiras sobem na esteira dos maiores ganhos do barril do tipo Brent desde outubro, enquanto exportadoras reagem ao acordo histórico entre Mercosul e União Europeia.
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