A sessão desta quinta-feira (26) segue com tom defensivo lá fora, à medida que as tensões geopolíticas no Oriente Médio mantêm o Brent acima de US$ 100/barril e alimentam preocupações com oferta e inflação. Com isso, bolsas em Nova York e na Europa recuam, enquanto dólar e rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, preservam viés de alta, refletindo busca por proteção.
Investidores também monitoram falas de dirigentes de bancos centrais e projeções para crescimento e preços de energia, fatores que podem alongar o período de juros elevados nas principais economias. Em resumo, a sensação de risco permanece elevada e a aversão ao risco dita o compasso dos mercados globais nesta parte do dia.
No Brasil, o Ibovespa oscila em terreno negativo abaixo de 184 mil pontos, com perdas suavizadas pelo avanço de ações ligadas ao petróleo, beneficiadas pelo preço da commodity.
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A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) abre de forma significativa, acompanhando a alta das taxas externas e incorporando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março (0,44%), leitura acima da mediana e que reforça cautela com a desinflação.
No câmbio, o dólar sobe 0,46% cotado aos R$ 5,24, sustentado pelo fortalecimento global da moeda e pela incerteza externa. Com isso, perto das 1530, o Ibovespa operava em queda de 1,37% aos 182.890 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, papéis de petroleiras lideram os ganhos à tarde, amparados pelo impulso do petróleo, enquanto bancos recuam. Mineração e siderurgia seguem pressionadas apesar do minério ter avançado levemente no exterior, refletindo dados mais fracos do setor de aço doméstico. Enquanto JBS (JBSS32) sobe e Equatorial (EQTL3) cai após resultados do 4T25.
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