Os mercados internacionais começam a semana em movimento de recuperação, após o aumento da aversão ao risco observado nos últimos pregões. O avanço do petróleo, que segue negociando acima dos US$ 100 por barril, continua sendo o principal vetor das decisões dos investidores, refletindo um ambiente externo ainda marcado por tensões geopolíticas e incertezas quanto à oferta de energia.
Apesar desse pano de fundo mais sensível, as bolsas americanas e europeias operam em alta, acompanhadas pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, à medida que cresce a expectativa por dados importantes do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Neste cenário, o ouro avança e o dólar se fortalece frente as principais divisas.
No Brasil, a melhora do humor externo encontra terreno fértil e favorece uma recuperação consistente do Ibovespa, sustentado sobretudo pelo desempenho das commodities. A alta do petróleo impulsiona ações ligadas ao setor de energia, enquanto o segmento de mineração e siderurgia pegam carona nesse bom humor e também avançam.
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Os juros futuros recuam, acompanhando o movimento das taxas globais, mesmo diante da revisão para cima das projeções de inflação. No câmbio, o dólar oscila próximo à estabilidade frente ao real, influenciado por fatores técnicos de fim de mês e pela manutenção de um diferencial de juros ainda atrativo no país. Às 15h o Ibovespa avançava 0,71%% aos 182.852 pontos, e o dólar operava com leve alta de 0,10% aos R$5,24.
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