Os mercados internacionais encerraram a quinta-feira (29) sob pressão, acompanhando o enfraquecimento do humor em Wall Street após a forte queda das ações de uma gigante de tecnologia, que contaminou o desempenho dos principais índices americanos. Metais preciosos e industriais oscilaram ao longo do dia, inicialmente apoiados pela busca por proteção, mas devolvendo parte dos ganhos com a intensificação da aversão ao risco.
O petróleo manteve alta consistente, enquanto os juros dos Treasuries, títulos do tesouro americano, recuaram, refletindo maior demanda por segurança em meio ao ambiente volátil. No câmbio global, o índice dólar (DXY) também caiu, acompanhando os ajustes no mercado internacional.
No Brasil, o Ibovespa chegou a renovar máxima histórica pela manhã, sustentado pelo fluxo estrangeiro e pelo avanço das ações mais líquidas, mas perdeu força ao longo da tarde, acompanhando a piora dos mercados em Nova York. A divulgação de um dado mais fraco do mercado de trabalho formal adicionou um viés de cautela ao cenário doméstico, contribuindo para o arrefecimento dos ganhos. Ainda assim, ações ligadas a commodities continuaram entre os destaques positivos, apoiadas por uma sessão favorável no exterior.
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No mercado de juros, os Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram ao longo do dia, em movimento alinhado ao maior alívio nos Treasuries e à leitura de que o ciclo de cortes da Selic pode começar em março. No câmbio, o dólar avançou frente ao real em grande parte da sessão, mas terminou o dia em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,19. Já o Ibovespa recuou 0,84% no fechamento, aos 183.134 pontos, com giro financeiro de R$ 39 bilhões.
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