Publicidade

Conteúdo Patrocinado . Vídeos

Mercados entram em modo defensivo com tensão EUA–Europa; Ibovespa resiste e dólar cede

Ameaças tarifárias elevam cautela global, fortalecem iene e ouro, enquanto Brasil se beneficia de diferencial de juros e dólar mais fraco

Os mercados internacionais iniciam a segunda-feira (19) em modo defensivo, pressionados pelo aumento das tensões políticas entre Estados Unidos e Europa após a nova rodada de ameaças tarifárias. Com os mercados à vista e os Treasuries, títulos do tesouro americano, fechados pelo feriado de Martin Luther King, os investidores buscaram proteção, favorecendo moedas como o iene e ativos conservadores, como o ouro.

As bolsas europeias recuaram, enquanto o petróleo operava em leve alta e o dólar global mostrava enfraquecimento em meio a expectativas de um ambiente de moeda americana mais fraca. Dados resilientes da China, incluindo crescimento de 5% em 2025 e produção industrial acima do previsto, ofereceram algum contraponto ao cenário externo ainda carregado.

No Brasil, o pregão segue em compasso de espera, mas com desempenho superior ao das praças internacionais. Às 14h20, o Ibovespa avançava 0,09%, aos 164.928 pontos, enquanto o dólar recuava 0,48% frente ao real, cotado a R$ 5,35, movimento favorecido pelo diferencial de juros ainda atrativo.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A curva de juros apresentou leve alívio nos vértices médios e longos, refletindo a liquidez reduzida e a leitura de que o Focus trouxe nova queda nas expectativas para a inflação, ao mesmo tempo em que praticamente retirou das apostas um possível corte da Selic em janeiro. Com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se aproximando, o mercado mantém precificação de início de ciclo apenas em março, com ritmo moderado de flexibilização.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão é marcado por forte influência das commodities metálicas, com Vale (VALE3) recuando após o minério de ferro registrar nova sessão de fraqueza diante do aumento de oferta global e dos efeitos da chegada das primeiras cargas de Simandou à China. O setor de petróleo operou com variações moderadas, acompanhando o movimento lateral da commodity e o tom mais cauteloso dos mercados.

Entre os destaques corporativos, Boa Safra (SOJA3) caiu após revisão de recomendação, enquanto o IRB (IRBR3) seguiu entre as maiores altas do índice, sustentado por expectativas positivas para resultados futuros. No varejo bancário, as ações avançaram levemente em meio à perspectiva de fluxo estrangeiro favorável a emergentes e ao ambiente de dólar mais fraco. Com liquidez reduzida e cautela generalizada, o pregão seguiu marcado por movimentos seletivos e falta de direção clara.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O que este conteúdo fez por você?

Publicidade

Últimas: Vídeos

X

Publicidade