Ouça aqui o fechamento de mercado no Spotify
Os mercados internacionais encerraram o dia com tom cauteloso, em um ambiente ainda marcado por tensões geopolíticas e por movimentos de realização após recentes máximas das commodities. As bolsas de Nova York fecharam mistas: o setor de semicondutores seguiu oferecendo suporte, impulsionado por balanços fortes, projeções otimistas e pelo acordo comercial entre EUA e Taiwan, que reforça a demanda da cadeia de inteligência artificial.
A produção industrial dos Estados Unidos avançou em novembro, contribuindo para a leitura de atividade mais resiliente, enquanto o dólar e os juros dos Treasuries, títulos do tesouro americano, oscilaram de forma moderada ao longo do dia e encerraram no campo positivo. No mercado de commodities, o petróleo avançou em meio ao aumento das tensões geopolíticas, ao passo que metais industriais e preciosos recuaram em movimento de realização.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) de novembro reforçou o sinal de atividade econômica resistente e pressionou a curva de juros futuros, reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao ciclo doméstico. O Ibovespa recuou 0,46%, aos 164.800 pontos, com giro financeiro de R$ 34 bilhões, refletindo a fraqueza de setores como varejo, consumo e grandes bancos, ainda que tenha encontrado algum suporte no desempenho das petroleiras diante da alta do petróleo e da notícia de produção anual da Petrobras (PETR3; PETR4) acima das metas do plano estratégico.
No câmbio, o dólar encerrou em leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,37, em meio a menor liquidez, ao viés externo defensivo e a alta dos juros domésticos após a divulgação do indicador de atividade.
Publicidade