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Nos mercados internacionais, o pregão foi marcado por um viés defensivo, com investidores reduzindo a exposição a ativos de risco diante do aumento das tensões geopolíticas e da ausência de sinais claros de descompressão no curto prazo. O petróleo teve uma sessão volátil, reforçando preocupações inflacionárias no radar e sustentando os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) durante quase todo o dia.
Esse cenário se inverteu no final da sessão, após pedidos do Paquistão para que os EUA estendessem o prazo de negociações com o Irã, enquanto o país solicitou também que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz (caminho por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial) como gesto de boa-fé. Sem a divulgação de indicadores relevantes, o noticiário externo seguiu como principal direcionador dos preços.
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As bolsas de Nova York zeraram as perdas e encerraram próximas da estabilidade, e as da Europa terminaram a sessão em queda, refletindo a busca por proteção, enquanto o dólar manteve viés de apreciação frente a moedas emergentes.
No Brasil, o mercado doméstico acompanhou o humor negativo do exterior durante quase toda a sessão; porém, nos últimos minutos, zerou as perdas com o pedido de extensão de prazo para as negociações feito pelo Paquistão aos EUA. O Ibovespa encerrou próximo da estabilidade, avançando 0,05%, aos 188.258 pontos, com giro financeiro de R$ 26,3 bilhões, após renovar mínimas ao longo do dia.
As curvas de juros também reduziram as perdas encerrando próximo a estabilidade, enquanto o dólar avançou 0,17% frente ao real, encerrando cotado a R$ 5,15.
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