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Tensão externa pressiona juros e câmbio, mas Ibovespa resiste

Enquanto Bolsas em Nova York recuam mais de 1%, B3 vai na contramão e sobe, apoiada pelo setor financeiro e petroleiras

Os mercados internacionais seguem marcados por forte aversão ao risco nesta terça-feira (20), com investidores reagindo à combinação de tensões entre Estados Unidos e Europa e ao movimento abrupto dos títulos japoneses, cujo selloff (venda intensa e generalizada de ativos) elevou os rendimentos a níveis recordes e reacendeu preocupações fiscais.

A liquidação global também ganhou impulso após um fundo de pensão dinamarquês sinalizar a venda de Treasuries, intensificando a alta dos yields americanos. Nesse ambiente, Bolsas em Nova York recuam mais de 1%, moedas emergentes enfrentam pressão, o ouro volta a se destacar como porto seguro, enquanto o petróleo sobe pouco mais de 1% diante da sensibilidade renovada ao risco geoeconômico.

No Brasil, o Ibovespa descola parcialmente do cenário externo e opera em terreno positivo, apoiado pelo avanço das ações do setor financeiro e pelo bom desempenho das petroleiras, que acompanham a recuperação do petróleo. Já a curva de juros futuros abre de forma moderada, refletindo o choque global de renda fixa e a prudência dos investidores a pouco mais de uma semana do Comitê de Política Monetária (Copom). O dólar, que chegou à máxima de R$ 5,40, estabilizou ao longo da tarde. Por volta das 13h25, o Ibovespa subia 0,95% aos 166.421 pontos, enquanto o dólar operava estável a R$ 5,36.

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Entre os componentes do Ibovespa, o pregão apresenta movimentos contrastantes entre os setores. As petroleiras figuram entre as principais altas, embaladas pelo avanço do petróleo, que sustenta Petrobras e demais empresas do segmento. O ambiente mais favorável ao risco doméstico também impulsiona varejistas e companhias ligadas ao consumo. Em contrapartida, o humor segue negativo entre as mineradoras, pressionadas pela sexta queda consecutiva do minério e pelo receio de maior folga no mercado marítimo em 2026, o que afeta especialmente Vale (VALE3) e siderúrgicas. No noticiário corporativo, JSL (JSLG11) cai após divulgar prévia com leve retração da receita do 4T25, enquanto fluxos específicos seguem movendo nomes como Minerva (BEEF3) e Ambipar (AMBP3).

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