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Mercados internacionais encerram em tom defensivo, pressionados pelas tensões geopolíticas e petróleo

Com alternâncias leves ao longo do dia, o Ibovespa ganha fôlego na reta final e fecha em alta de 0,32%, aos 182.509 pontos

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Os mercados internacionais encerraram o dia em tom mais defensivo, ainda pressionados pelas tensões geopolíticas e pelo petróleo orbitando a região dos US$ 100 o barril. O movimento reacendeu preocupações com inflação, impulsionando o dólar global e elevando os yields (rendimento) dos Treasuries, títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano.

Nos EUA, as bolsas fecharam sem direção única, enquanto na Europa a alta das petroleiras mitigou quedas em alguns índices. A persistência dos riscos de oferta no Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial) manteve o prêmio de risco embutido nos preços de energia.

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Na agenda econômica, os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) divulgados nos EUA e na Europa mostraram desaceleração, e dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, reforçaram uma comunicação cautelosa, postergando qualquer expectativa mais firme de cortes de juros.

No ambiente doméstico, os ativos locais exibiram oscilações contidas, refletindo a prudência global e a espera por novos desdobramentos no Oriente Médio. O noticiário ganhou tração após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que está em negociações com o Irã, o que trouxe volatilidade momentânea aos mercados.

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pela manhã, manteve a mensagem de continuidade do ciclo e reforçou a dependência de dados, sem indicar previamente a magnitude dos próximos passos. Mesmo assim, os juros futuros encerraram em alta ao longo da curva, acompanhando o movimento do câmbio, com o dólar avançando 0,28% cotado aos R$ 5,26.

Já o Ibovespa, que passou boa parte do dia alternando leves sinais de alta e baixa, ganhou fôlego na reta final e encerrou no campo positivo, sustentado principalmente pela valorização das exportadoras e pelo desempenho das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), beneficiadas pela forte alta de quase 4% do petróleo. O movimento compensou a fraqueza observada no setor financeiro, contribuindo para o fechamento do índice em alta de 0,32% aos 182.509 pontos com giro financeiro de R$ 24 bilhões.

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